Cartola do Bahia acha que a culpa é de ranço antigo

Salvador, BA, 2 (AFI) – Rivalidade ou hipocrisia? O que teria levado maracaja01a direção do Vitória negar a cessão do Estádio Manoel Barradas, o Barradão, para que o rival Bahia mandasse seus jogos válidos pelo Campeonato Brasileiro da Série B. Para o ex-presidente tricolor e atual manda-chuva do futebol do clube, Paulo Maracajá, a negativa é um ranço antigo.

“Sempre soube disso, por causa de ranço de 1999, quando nosso time deixou de comparecer a um clássico lá”, lembra Maracajá.

Veja o que o Vitória alega…

Agora sem alternativa, porque a Fonte Nova está interditada devido a morte de sete torcedores no ano passado, o Bahia terá que mandar seus jogos no Estádio Jóia da Princesa, na cidade de Feira de Santana, no interior baiano. Isso até setembro, quando a Fonte deve ser liberada após reformas. O dirigente não perdoa o rival:

“De quem é a culpa? Do que chamam aqui de ‘rivalidade’.”

Torcida zombava, mas agora queria
A torcida tricolor, que sempre desdenhou do Barradão, até aceitava jogar no campo do rival para ter a chance de ver o Bahia na capital. E o Bahia não perde do rival dentro do Barradão há dois anos e meio. Só nesta temporada, pelo Campeonato Baiano, foram duas vitórias: 2 a 0 no dia 10 de fevereiro e 4 a 1 no dia 20 de abril. O time, na época, era dirigido por Paulo Comelli.

Mas nesta temporada o Bahia se transformou num time mambembe, perambulando pelo interior baiano. Passou por Ilhéus, Itabuna e Feira de Santana. Em Feira de Santana, no Estádio Jóia da Princesa, o Bahia não se deu tão bem. Perdeu o clássico, por 3 a 0, que atrapalhou depois na definição do título estadual, definido no saldo de gols. E também o tricolor perdeu em casa a vaga na Copa do Brasil para o modesto Icasa, de Juazeiro do Norte-CE, ainda na primeira fase.

Além do prejuízo técnico, o clube ainda sofreu com o prejuízo de público, com uma média de cinco mil torcedores por jogo, contra os 30 a 40 mil que eram esperados na Fonte Nova.