Imbróglio: Prefeitura age e Guarani não perde o CT
Campinas, SP, 5 (AFI) – O meia argentino Leonel Liberman deve voltar a Campinas em breve. Mas não para jogar futebol. Ele, que cobra uma dívida de R$ 5 milhões do Guarani, não tem mais a garantia do CT bugrino como pagamento. Isso porque a Prefeitura Municipal de Campinas, dona do terreno, tomou à frente da situação e devolveu o CT ao Bugre.
Nesta semana, a Prefeitura embargou a penhora do Centro de Treinamento, que havia sido conquistado por Liberman em fevereiro, após ninguém ter dado nenhum lance nos dois leilões realizados. A decisão da Prefeitura foi baseada em uma lei de 98, que impede que o local seja utilizado para outros fins que não o esportivo.
“O terreno foi doado pela Prefeitura em 76, mas numa lei de 98 consta uma cláusula de alienabilidade e impenhorabilidade. O terreno foi doado ao Guarani com uma finalidade que não pode ser desvirtuada”, afirmou o procurador geral do Município Antônio Caria Neto, secretário de Assuntos Jurídicos da Prefeitura, ao jornal Correio Popular deste sábado.
Entenda o caso!
A atual direção do Guarani tentou um acordo com o meia Liberman, mas não obteve êxito. O valor inicial era de apenas R$ 65 mil e a dívida se transformou em R$ 4,8 milhões. O clube tentou alegar que a área do CT não lhe pertence, respaldado em parecer da própria Prefeitura Municipal.
Todo o processo foi conduzido pelo advogado Milton Fernandes Alves, que fazia parte da gestão de José Luiz Lourencetti e atualmente faz parte do conselho deliberativo de Leonel Martins de Oliveira.
Inicialmente, a advogada Gislaine Nunes queria penhorar o CT para fazer um apelo emocional, uma vez que é sabedora que não vai aparecer nenhum comprador, e mesmo que isso acontecer o processo será suspenso logo em seguida, já que o terreno foi doado pela Prefeitura.
Gislaine já fez isso com o Corinthians. Na oportunidade, era cobrada uma dívida do clube paulistano para com o atacante Luizão e o Parque São Jorge chegou a ficar penhorado por um certo tempo. O acordo veio somente mais tarde, com a entrada do MSI no Timão.
A defesa do Guarani, na época em que o jogador entrou com a ação, foi feita pelo advogado Milton Fernandes Alves e, depois, foi conduzido pelo Conselho Gestor, tudo sob a orientação do Promotor de Justiça, José Carlos Meloni Sícoli, que demitiu Milton Fernandes, colocando advogados de sua confiança.
O Guarani entrou com um recurso que foi assinado pelo advogado Fernando Carvalho e Silva de Almeida, que chegou ao Brinco de Ouro pelas mãos de Alvaro Negrão, de quem é advogado e amigo pessoal. Fernando Almeida assinou o recurso que foi conduzido pelo então vice-presidente José Carlos Meloni Sícoli e pelo advogado Francisco Luiz Maccire Junior.
Mas o recurso não foi aceito, porque os advogados que estavam conduzindo o processo cometeram uma falha. Eles pagaram o depósito recursal de R$ 62.000,00 erroneamente no dia quatro de maio de 2005 e o recurso acabou julgado deserto, ou seja, não foi aceito pela Justiça do Trabalho.
Tudo foi feito sob o comando de José Carlos Sícoli, Alvaro Negrão e os demais integrantes do Conselhor Gestor, juntamente com o advogado Francisco Luiz Maccire Junior, coincidentemente o mesmo advogado que defende o atual presidente Leonel Martins no processo pessoal em que ele foi condenado a pagar R$ 600 mil a Sami Moussali na 9ª Vara Cível de Campinas.





































































































































