Opinião Roger Willians: Um cara de sorte!
Americana, SP, 08 (AFI) – Às vezes não sabemos dividir os papeis de jornalista e torcedor. Não sou hipócrita em afirmar que sempre fui imparcial em meus comentários ou narrações, nada absurdo, mas sempre damos aquela “forcinha” para determinado lado. Quem não faz isso no jornalismo esportivo, que atire a primeira pedra.
Mas confesso que, depois da última sexta-feira, fiquei mais orgulhoso de morar em Americana, terra do Rio Branco. Afinal, fui um dos poucos jornalistas a conseguir, mesmo que por instantes, uma exclusiva com o volante Marcos Senna. Depois de 13 entrevistas, o atleta – campeão da Euro com a Espanha – me atendeu muito bem via celular entre almoço e nova entrevista.
Senna começou a carreira em 93 no Tigre Americanense e foi vendido ao Corinthians em 1999 por cerca de R$ 1,2 milhão, que era à época um valor muito considerável. No Brasil, Senna passou ainda pelo São Caetano, mas antes disso chegou a ser campeão mundial com o Timão em 2000.
Com toda humildade que lhe é peculiar, Senna se lembrou de grandes momentos vividos no Rio Branco, lamentou demais a atual situação do clube e, principalmente, reafirmou que sonha em encerrar a carreira em Americana.
E lembrar que, no início, o sobrenome do jovem Marcos Antonio Senna da Silva era motivo de chacota de alguns que diziam – poucos anos depois da morte de Ayrton – que “Senna só teve um e que seria nas pistas”. Pois na nossa história esportiva temos que achar espaço pra outro Senna: o primeiro brasileiro campeão do mais importante campeonato continental de seleções.
O volante xodó de Aragonés deixou um grande abraço à região e aos torcedores do Tigre que, aqui, faço questão de socializar. Sou realmente um cara de sorte em poder ter falado por 10 minutos, num papo pra lá de informal, com um dos principais jogadores do mundo.
Viva a humildade, viva o futebol do interior!





































































































































