Opinião Diego Vivan: Como sobreviver na Segundona?

Campinas, SP, 13 (AFI) – Bom dia, galera! A vida de um clube no Campeonato Paulista da Segunda Divisão não é fácil. É triste! Acompanho um clube desta divisão há pelo menos três anos e os problemas enfrentados sempre são os mesmos: más condições em alojamentos, alimentação, salários e etc.

Para uma competição como esta – equivalente à quarta divisão do paulista – a visibilidade para os patrocinadores são mínimas. Em Sumaré, por exemplo, se o único jornal da cidade, Tribuna Liberal, não se acompanha a equipe, alimentando seus leitores de informação, nenhum outro veículo do município daria atenção para a equipe.

E o que atraí empresas ou investidores para uma equipe? É a visibilidade. Se já é ruim sem o apoio de grandes investidores imaginem se a Rede Vida de Televisão abandonasse a competição, já que é a única emissora do Brasil que acompanha a Segundona? Inclusive, ontem foi a terceira (duas na temporada passada) vez que a emissora esteve em Sumaré apoiando o futebol local.

Para uma divisão como está é imprescindível o apoio do comércio local, torcedores e principalmente da prefeitura. De que forma? O comércio precisa apoiar com a alimentação para os atletas, camas e móveis para o alojamento, material para treinamentos e etc.

Os torcedores precisam ir para o campo, apoiar e incentivar a equipe. E, principalmente a prefeitura precisaria ajudar com o transporte, oferecer condições para o pagamento de salários, fazer um “meio campo” com grandes empresas para um possível patrocínio. Não podemos esquecer que o esporte é uma ótima forma de inclusão social, educação e respeito.

A partir de uma boa estrutura é que um clube poderá então, realizar uma boa campanha. A partir daí conseguir acessos e contribuir de forma construtiva para o desenvolvimento de seu município, aquecendo o turismo, o comércio da cidade e claro gerando até empregos diretos e indiretos, principalmente em dia de jogos.