Opinião Futebol Interior: FPF, enfim, respeita Hino Nacional
Depois de ridicularizar o Hino Nacional Brasileiro por várias semanas, relegando-o a um sambinha de quarta categoria, a Federação Paulista de Futebol (FPF) recua e corrige seu erro. Os jogos válidos no Estado de São Paulo voltaram a ter os times perfilados, 10 minutos antes de seu início, para a execução do hino.
O que vinha acontecendo era um absurdo. O hino, que deveria servir de orgulho, virou motivo para chacotas. Ele era tocado, às vezes, até uma hora antes do início do jogo, portanto, sem a presença da torcida, ou muitas vezes com os times em processo de aquecimento e relegado por todos no estádio.
Esta tinha sido a “brilhante” forma encontrada para “manipular” a lei estadual, que permite que o hino seja ouvido antes ou durante o evento esportivo.
Trata-se de uma lei estadual, já vigorando em outros Estados, criada por Geraldo Vingnoli, deputado estadual que colabora com o Oeste de Itápolis e que teve também, à época, a assinatura de Nabi Abi Chedid, ex-presidente da FPF e vice da CBF.
Para evitar eventuais transtornos antes dos jogos, com os seguidos atrasos gerados por conta de falhas dos times, a FPF fez o mais fácil: tirou o hino do seu momento mais importante. Foi um ato legal, mas muito imoral. Aliás, como advogado de formação, o presidente Marco Polo del Nero, sabe muito bem de que nem tudo que é legal é moral.
Basta ver a fusão entre a Votuporanguense e a SEV, de Hortolândia, ocorrida há dois anos. Não foi por acaso que este time, bancado por um diretor da EMS, uma das maiores indústrias farmacêuticas do País, ficou conhecido como SEV/Biônico dentro da Série A3.
Copa FPF vira Copa Paulista
Esta é a “novidade” no futebol de São Paulo: a mudança de denominação da competição que reúne clubes do Interior. Bobagem! O que precisa é uma ação efetiva por parte da FPF para buscar patrocinadores, que tornem a competição atrativa para os torcedores e rentável aos clubes.
Galo fecha as portas
Eliminado da Série C por conta da falta de planejamento, o Paulista vai fechar as portas. O time não disputa mais nenhuma competição nesse segundo semestre. A torcida está brava com o presidente Eduardo Palhares (foto), alegando que o cartola fechou uma parceria unilateral com o Lousanne, da Suíça. Além disso, ouvir demais o ilusionário João Paulo Medina.
Fifa também erra
Não é só a FPF que pisa na bola. A Fifa também criou um critério irreal para as Olimpíadas. Até poderia permitir a inscrição de três jogadores acima dos 23 anos, mas deveria impedir a presença de craques que já disputaram Copa do Mundo. Que graça tem o Brasil levar Ronaldinho Gaúcho que “estourou” na conquista do penta no Japão, em 2002?
Série B vai bem!
Sem depender do apoio da FPF os clubes paulistas vão bem na Série B do Brasileiro. Três times estão no zona de acesso – Corinthians, Ponte Preta e Barueri – e nenhum está na zona do rebaixamento. O trabalho desenvolvido pelo Barueri, do presidente Walter Sanches (foto) continua sendo bom exemplo para os clubes novatos.





































































































































