Série C: Palhares descarta "vôo de galinha" no Paulista

Jundiaí, SP, 28 (AFI) – A eliminação precoce do Paulista no Campeonato Brasileiro da Série C, domingo passado, deixou o clube em situação delicada. O time profissional não terá mais nenhuma atividade até o final do ano e na temporada 2009 não disputará nem a Série C, além disso terá que, dentro do Paulistão, buscar uma vaga para participar da Série D, recém-criada pela CBF.

O presidente Eduardo Palhares é o principal alvo da torcida, inconformada com o que chama de parceria unilateral com o Lousanne, da Suíça. O cartola tentou responder à imprensa às queixas e o fracasso do time.

Parceria cobriu dívidas
Segundo Palhares, a parceria com o clube suíço tinha como objetivo levantar um dinheiro para quitar débitos antigos do clube e que incomodavam no dia-a-dia. Com isso, alguns jogadores deixaram o clube com destino á Europa e o clube teria arrecadado perto de R$ 5 milhões.

”Esta parceria era para salvar o clube das suas dívidas. Precisávamos colocar as contas do clube em ordem, inclusive com pagamentos de impostos”, justificou Palhares. Ao mesmo tempo, o presidente tentou desmistificar as grandes parcerias de curta duração.

”Chamo isso de vôo de galinha. Uma empresa chega no clube, investe muito dinheiro, monta um grande time e desaparece de repente”, explicou.

Base é fundamental
Ele defendeu, equivocadamente, a parceria com o Campus Pelé, num projeto desenvolvido por João Paulo Medina e que visa investir nas categorias de base.

”Acredito que ninguém vai ter futuro no futebol sem investir na sua base, na formação de jogadores. Já recuperamos as equipes Sub-11, Sub-13, Sub-15, além da Sub-17 e Sub-20”, comentou. “A base é a alma de qualquer clube do interior”, completou.

Este trabalho, idealizado pelo renomado teórico João Paulo Medina, tem ainda à frente Marcos Biasoto que, por muito tempo, trabalhou nas divisões de base do clube.

Planejamento foi correto
Para Palhares, o planejamento da diretoria para o futebol foi correto, pelo menos na parte financeira. Citou que isso já vinha sendo feito habitualmente, como ano passado, quando o time acabou rebaixado da Série B para a Série C do Brasileiro.

”O orçamento de 2007 foi estabelecido e cumprido. O mesmo também aconteceu agora”, assegurou.

Segundo o presidente, o clube investia R$ 200 mil por mês no seu time profissional, contra valores bem abaixo de seus concorrentes nesta primeira fase. O Caxias-RS, por exemplo, gasta R$ 28 mil por mês.

Erros e frutos negativos
”Infelizmente estamos colhendo estes frutos negativos, mas não deixamos de trabalhar”, finalizou.

Palhares só não admitiu os erros cometidos, como a exagerada influência de Medina no departamento de futebol, a troca inesperada de treinador – saiu Moacir Júnior e veio o milagreiro Luiz Carlos Ferreira. Não soube também explicar como foram avaliados e contratados os jogadores para a Série C e não definiu ainda como será o futuro do clube, que em 265 dias, vai comemorar 100 anos de sua fundação.