Opinião Roger Willians: Alô, Rio Branco!

Americana, SP, 04 (AFI) – É simplesmente caótico o nível da arbitragem no Brasil. Desculpem-me insistir no tema, mas é que para nós que acompanhamos campeonatos menos famosos, como a Copa Paulista, as aberrações são maiores ainda.

Será que a implantação do tal ranking da arbitragem, pré-temporada, mil e um apetrechos pendurados nos profissionais realmente substituem a incompetência de parte dos árbitros menos conhecidos? E a tão falada renovação, fica restrita apenas a um ou dois nomes?

Ainda favorito?
O Rio Branco vem treinando há meses para a Copa Paulista, fazendo, inclusive, inter-temporada. Manteve a base da série A2 e trouxe alguns “reforços”. Ate aí, tudo perfeito…

Mas a teoria na prática, por vezes, é bem diferente. Basta levar em conta o futebol de dar raiva até nos dirigentes da empresa Talent’s Sports, apresentado pelo time de Americana contra o São Bento, em Sorocaba, no último sábado.

O São Bento não havia feito um gol sequer na Copinha e foi montado às pressas! Botou o Tigre na roda em grande parte da partida…

Ivo mudou já no primeiro tempo, o time melhorou um pouco, mas conseguiu tomar inéditos dois gols do Bentão.

Contra o XV de Piracicaba – também montado bem depois do Tigre – a pane na primeira etapa foi vista novamente. Nem o golaço do meio de campo de Lincon escondeu essa realidade.

Ah! E contra o Ituano a coisa foi idêntica, a goleada veio somente nos 45 minutos finais. O time de Itu era o reserva!

Providências
Certamente, o que eu vou escrever aqui, a empresa Talent’s, que administra o futebol do Rio Branco, já deve ter pedido ao técnico Ivo e à sua gerência de futebol, antes que o favoritismo de antes se transforme em tragédia de uma desclassificação na baba que é a fase inicial:

1 – Mudar urgentemente a composição titular da equipe, afinal, é só na segunda etapa que o time joga mesmo…

2 – Rever o elenco! Há jogadores no grupo que estão se acostumando a ir pro banco no segundo tempo e que, em breve, vão automaticamente se substituírem.

3 – Não insistir em bananeira que não deu e, pelo jeito, não vai dar cacho pensando em possíveis negociações futuras…

Pitaco
Aí vai meu time titular do alvinegro para pegar o Mogi, pelo Grupo 3, na quarta-feira, no Décio Vitta: Guilherme; Everson, Márcio, Diguinho e Fred; Butí, Jonathan, Baia e Romarinho; Rodriguinho e Lincon.

Gol mil?!
Sempre tive o hábito de guardar todo material de trabalho das transmissões em que estive, seja em qualquer emissora pela qual já atuei.

Esses dias atrás estava contando quantos jogos já havia narrado, apenas por curiosidade, mas me ative mesmo em outros dados, os gols.

Para minha surpresa, notei que as contas chegavam a 994, todos catalogados e arquivados, com data, marcadores e com os nomes dos profissionais que estiveram ao meu lado.

Criou-se o clima, na Equipe Jovem do Esporte da Rádio Azul Celeste, de quando seria o famoso e curioso GOL MIL?

No sábado foram mais quatro, do empate entre Rio Branco e São Bento (por 2 a 2) e agora só faltam dois.

Os números são muito simples: mil gols, média de 250 por ano (estou narrando futebol há quatro), 5,2 gols por semana, em média. Convenhamos que são dados normais para quem trabalha praticamente em dois jogos por semana… Estou feliz pela marca em plenos 25 anos de idade e dez de carreira.

Então pode ser que na próxima coluna já tenhamos aumentado a contagem. Torçam para que não venham muitos 0 a 0 por aí.