CBF não cumpre trato e lateral pode deixar Brasil na "mão"

Campinas, SP, 11 (AFI) – Estava quase tudo certo. A Fifa liberou Diego e Rafinha para atuar pelo Brasil nos Jogos Olímpicos de Pequim, mesmo à revelia dos clubes europeus e do Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Um trato não cumprido pela CBF, porém, pode tirar Rafinha da seqüência dos jogos.

É que a liberação do jogador só foi concedida pelo Schalke 04 mediante um seguro feito pela Confederação Brasileira de Futebol. Esse documento, no entanto, ainda não chegou às mãos do clube alemão, que garante: vai lutar por seus direitos até o final.

Nesta segunda-feira, o site oficial do Schalke anunciou que o clube vai pedir o retorno do lateral à Alemanha, amparado pela decisão do TAS, que tira a obrigatoriedade dos clubes cederem os jogadores Sub-23 para os Jogos Olímpicos.

Apesar da situação embaraçosa, o procurador do jogador, Naor Malaquias, não vê motivos para preocupação. Ele acredita que “no final, dará tudo certo”, afirmou.
Mas os clubes alemães já mostraram poder nesse tipo de batalha judicial.

Até o momento, o Hertha Berlim exigiu o retorno do sérvio Kacar e o Hamburgo obrigou Kompany, da Bélgica, retornar à Alemanha após o confronto contra o Brasil. Dono da camisa 2, Rafinha foi titular nos dois primeiros jogos das Olimpíadas (vitórias sobre Bélgica, 1 a 0, e Nova Zelândia, 5 a 0).