Opinião Sílvio Gumiero: O fim do cai-cai?
Campinas, SP, 18 (AFI) – Além da técnica apurada, os atletas brasileiros são também atores. Isso acontece quando fingem que recebem uma falta. Não tem exceção. Do goleiro ao atacante, acontece em todos os jogos. Para sentir a diferença é só assistir a um jogo de qualquer campeonato europeu. Seja ele italiano, alemão, espanhol ou inglês.
Os árbitros desses campeonatos deixam o jogo rolar e só o paralisam quando realmente têm certeza de que a falta é verdadeira. Os árbitros brasileiros apitam quando acontece qualquer contato de um atleta com outro. E o que é pior, quando é dentro da área não tem jeito. É pênalti mesmo.
Mas parece que foi colocado um marco na arbitragem brasileira. Com as atuações do gaúcho Leandro Pedro Vuadem, apitando à moda européia, as coisas podem mudar. E para melhor, é claro. É gostoso assistir a um jogo com ele no apito. As falsas faltas não são marcadas, a bola corre e os atletas se movimentam. A torcida se inflama e até os jornalistas esportivos ficam mais animados nas suas transmissões.
Não posso deixar de citar o árbitro Leonardo Gaciba da Silva, que também é adepto de deixar o jogo correr. O atleta cai-cai não vai deixar de existir, mas não terá êxito como agora.





































































































































