Livro sobre o Guarani pós Lei Pelé à venda na Bienal de SP

CapaLivroCampinas, SP, 18 (AFI) – Lançado em dezembro de 2007, quase um ano depois, o livro Sobrevivendo à Lei Pelé: um olhar sobre a trajetória do Guarani Futebol Clube, do jornalista Diego Vivan, continua rendendo frutos. A obra está à venda na 20ª Bienal do livro de São Paulo, que teve início no último dia 14 e vai até o próximo dia 24 de agosto. A Bienal acontece no Parque de Exposições do Anhembi e o horário de funcionamento é das 10h às 22h. O ingresso custa R$ 10,00 e estudantes pagam meia.

No mês de maio a obra também estava exposta na Bienal de Belo Horizonte, atraindo a curiosidade dos leitores mais apaixonados pelo esporte. “Estou muito feliz pela repercussão do trabalho. E espero que este trabalho possa de alguma forma trazer um melhor entendimento sobre não só a legislação esportiva, mas também que possa mostrar uma alternativa de como conduzir profissionalmente uma equipe de futebol”, explica o autor.

Quem tiver interesse em adquirir o livro do jornalista sumareense pode encontrar a obra na Livraria Romana, em Sumaré, ou na loja oficial do Guarani, em Campinas, além das livrarias Pontes no centro da cidade e Nobel, no Campinas Shopping. O livro também pode ser adquirido através do e-mail [email protected].

Livro
Em “Sobrevivendo à Lei Pelé: Um olhar sobre a trajetória do Guarani Futebol Clube”, o autor mostra que a fase de autodestruição do Bugre coincide com a criação da Lei Pelé, que mudou radicalmente o relacionamento entre clube e atleta. Grosso modo, o jogador deixou de ser propriedade do time para se transformar em um funcionário, com direitos e deveres. A mudança, evidentemente, criou certas dificuldades para os clubes. Mas bons dirigentes se adaptaram bem à nova legislação, embora todos concordem que ela precisa de alguns ajustes.

De acordo com o autor, o que levou o Guarani ao fundo do poço foi uma administração que ignorou a lei. Não só a Lei Pelé, mas todas as leis. O clube passou anos e anos desrespeitando todos os contratos que assinou. A Justiça apenas preservou os direitos de jogadores, técnicos e funcionários que trabalharam sem receber. O descaso prolongado gerou dívidas monstruosas e transformou em vergonha o que já foi motivo de orgulho para Campinas.

O livro mostra que outros clubes do interior paulista conseguiram não apenas sobreviver à mudança de legislação, mas também conquistar títulos de expressão nacional. Um caso particular é o Barueri, que profissionalizou o seu departamento de futebol em 2001 e conseguiu seis acessos consecutivos. Por coincidência, foi justamente em 2001 que o Guarani deu início à série de cinco rebaixamentos.

A paixão do autor deste livro pelo futebol nasceu e cresceu durante a sua infância. “Para que as crianças que estão nascendo agora possam conhecer o Guarani daqui a dez anos, o clube precisa reagir e encontrar soluções para sair da crise. Se ninguém fizer nada, toda a cidade vai se perguntar em breve: “Como deixamos um campeão acabar?”, indagou Vivan.