Time do Paulistão aposta em meia canhoto habilidoso

Guaratinguetá, SP, 11 (AFI) – Guaru é um meio-campista como um daqueles de antigamente… Rápido, habilidoso e baixinho, às vezes parece que a bola cola em seus pés. Com qualidades que geralmente consagram atacantes, o meio-campista muitas vezes encontra espaço para fazer seus gols.

Ao longo de sua carreira, esse atleta com passagens pelo futebol árabe e que virou ídolo no futebol do nordeste e de Goiás, ganhou títulos, conseguiu acessos importantes e agora busca no Guaratinguetá mais um sucesso, mais um título.

O atleta já foi apresentado e segue treinando com seus colegas sob o comando do técnico Argel Fucks. O novo meio-campista tricolor contou um pouco de sua trajetória dentro do futebol e de seus objetivos com a camisa do Guará.

O começo
Guaru é natural da vizinha Taubaté, mas iniciou sua carreira em Campinas defendendo a camisa do Guarani. Profissionalizou-se aos 16 anos no Bugre, clube que defendeu por cinco anos (1996/2001).

Na equipe campineira, o atleta acabou sendo emprestado para o São Paulo, onde acabou disputando uma Copa São Paulo com a camisa tricolor.

Retornando a vestir a camisa do Guarani, o meio-campista disputou várias competições, com destaque na sua participação no Brasileirão de 1999.

“Infelizmente no Guarani não tive uma seqüencia de jogos e acabei jogando muito pouco”, lamenta o atleta.

Isso não desanimou o atleta, que acabou indo brilhar em outro estado. Em 2003 acabou indo defender uma nova força que surgia no futebol goiano, o habilidoso meio-campista acabou sendo o maestro do CRAC da cidade Catalão-GO, que ascendeu à divisão de elite de Goiás.

E defendendo esta equipe, a dose de vitórias e sucesso foi dupla, pois no ano seguinte, logo em sua primeira participação na elite do futebol goiano, Guaru conquistou seu primeiro título estadual.

“Acabei sendo bi-campeão em Goiás e todos gostam muito de mim lá, estão sempre me ligando, fui muito feliz em Catalão, sou muito grato a eles”, disse Guaru.

Mais acessos!
Depois de dois anos jogando no futebol goiano, Guaru foi jogar em um dos maiores clubes do nordeste, o Fortaleza.

Pelo Tricolor de Aço, no segundo semestre de 2004, conseguiu mais um acesso em sua carreira, ascendendo à Série A do Brasileiro.

“Foi um momento muito bom em minha carreira, trabalhei com o Hélio dos Anjos, e foi de fato o primeiro Campeonato Brasileiro que disputei. Subir com uma equipe com uma torcida tão apaixonada como a do Fortaleza foi especial”, relembra.

Para o novo meio-campista tricolor, um acesso tem o mesmo significado que um título, “esse acesso e os outros que conquistei são tão importantes quanto os títulos” comenta Guaru.

Brilhando no Nordeste
Depois do excelente trabalho desenvolvido em conjunto com o técnico Hélio dos Anjos, Guaru seguiu seu comandante e no ano seguinte (2005) abriu mão de jogar a Série A do Brasileiro e acabou indo jogar no clube mais popular do nordeste: o Bahia.

No estadual, a equipe acabou ficando com o vice-campeonato e no Brasileiro da Série B acabou não conseguindo o acesso.

“Foi muito bom vestir a camisa de um clube tão forte e tradicional como o Bahia, acabei ficando lá até faltar cinco rodadas para o término da Série B e voltei para o Fortaleza, onde disputei os jogos finais da Série A, onde nos garantimos na primeira divisão do Brasileirão”, disse o jogador.

Em 2006 Guaru acertou sua ida ao Coritiba, onde no primeiro semestre disputou o campeonato estadual do Paraná. Após o término da competição, o meio-campista voltou ao futebol do estado de São Paulo, onde defendeu o Paulista de Jundiaí no início da Série B do Brasileiro.

“Joguei apenas os cinco primeiros jogos pelo Paulista, estávamos muito bem, uma equipe muito forte, mas recebi uma proposta muito boa do futebol árabe”, relembrou.

Mundo árabe
Então Guaru foi conhecer novos ares, uma nova cultura, um novo patamar futebolístico e econômico.

Seu primeiro clube na Arábia Saudita foi o Al Hilal, lá jogou ao lado do agora companheiro Rodrigão e conquistou o vice-campeonato nacional.

“Tínhamos uma forte equipe, nosso preparador físico era um brasileiro e o treinador português”, comenta o meio-campista.

Na Arábia Saudita, Guaru fez amizades com vários brasileiros que lá também trabalhavam no futebol, entre eles o próprio Rodrigão, outro jogador chamado Marcelo Tavares, e pentacampeão mundial com a Seleção, o atacante Denílson.

“Estávamos sempre juntos, jantando na casa deles, fazíamos nossos churrascos, acabamos ficando muito unidos por lá”, relembra Guaru.

Depois das férias de 2006 para 07, Guaru retornou ao futebol árabe, mas para defender outro clube, o Ahli.

Mesmo tendo em sua equipe sete jogadores da seleção nacional a equipe não foi tão bem e Guaru resolveu voltar ao Brasil.

“Gostei muito de jogar na Arábia Saudita, é um local muito bom, aprendi muito, minha adaptação foi fácil, foi uma época feliz, mas mesmo com o carinho dos amigos é muito difícil ficar um ou dois anos sem voltar para casa.”, diz o atleta.

2008, um ano especial
O ano de 2008 foi muito especial na vida do meio-campista. De volta ao futebol brasileiro, Guaru acabou acertando sua ida para o Barueri, onde nos dois semestres conseguiu expressivos resultados.

No Paulistão, Guaru ajudou sua equipe a conquistar o título de Campeão Paulista do interior, após bater o Noroeste na decisão.

Depois de levantar mais um troféu, Guaru participou da campanha que levou sua ex- equipe a chegar pela primeira vez em sua história na divisão de elite do futebol brasileiro.

“Marquei quatro gols em cada uma destas competições, foi mais um ótimo momento na minha carreira, quero repetir isso aqui em Guará”, almeja o jogador.

E que venha o Guará em 2009!
Sua ida ao Guaratinguetá significa a realização de uma vontade antiga do jogador, que por morar em uma cidade vizinha, acaba ficando mais próximo da família.

“É muito difícil ficar um tempo muito grande sem ver seus familiares, agora estou muito feliz, perto da minha casa, jogando em um clube com total estrutura e que vai me permitir mostrar o meu futebol”, comemora Guaru.

Questionado sobre a pressão que irá encontrar neste próximo Paulistão, o atleta se sai bem, e declara que o jogador de futebol precisa viver sob pressão para conseguir os resultados esperados.

“Em 2007 o Guará foi Campeão Paulista do Interior e depois chegou (2008) na semifinal, é obvio que nossa responsabilidade é grande e a pressão é maior, mas confio no elenco e na comissão técnica e iremos passar por cima desta pressão e fazer um grande campeonato”, finalizou o meio-campista.