Caso Madona: Caiu o primeiro. E Marco Polo del Nero?
Campinas, SP, 12 (AFI) – A primeira vítima do “Caso Madonna” gerado pela incompetência do presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Marco Polo Del Nero, já está definida: é Sérgio
Corrêa, presidente da Comissão Nacional de Arbitragem. Ele está deixando o cargo, que deve ser ocupado pelo ex-árbitro goiano Antônio Pereira.
Sérgio Corrêa também apoiou a iniciativa absurda de Marco Polo em ver um delito numa suposta manipulação nas vésperas da rodada final do Campeonato Brasileiro. O São Paulo, filiado da FPF, teria enviado dois ingressos do show da cantora Madonna para o árbitro Wagner Tardelli, escalado para dirigir o jogo entre Goiás e São Paulo, pela 38.ª rodada do Brasileirão.
Corrêa já fala em tom de despedida e até se coloca à disposição do novo “dono da arbitragem brasileira”.
”Acho que cumpri minha missão. E fico à disposição do Antônio Pereira, que é uma pessoa capaz, que participa ativamente das atividades a nível internacional e pode contribuir em muito com a arbitragem brasileira. Eu, humildemente, me colocarei à disposição dele e rspndendo ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira”, comentou Corrêa, que assumiu o cargo no meio da temporada e de forma interina.
São Paulo quer punição
Mas isso não parece satisfazer a diretoria do São Paulo,
inconformada com a atitude de Marco Polo (foto). O tricolor espera que as investigações levem o cartola a uma punição de 360 dias de suspensão de seu cargo. Esta punição seria o sinal para sua queda, embora, por manobras políticas, ele tenha um mandato garantido até 2014, ano da Copa do Mundo do Brasil.
A versão oficial do São Paulo é que realmente enviou 11 ingressos para a sede da FPF, como faz de praxe com os grandes eventos realizados no Morumbi. Sete bilhetes eram endereçados ao vice-presidente Reinaldo Carneiro Bastos e quatro para o próprio Marco Polo.
A denúncia teria partido de uma suposta manipulação da assessoria de imprensa da FPF, comandada por Isabel Tanesse e de grande influência junto ao presidente da FPF. Ela teria fomentado as conversas entre as secretárias da FPF, Lílian, e do São Paulo, Maria Estela. Em cima de suposições, Marco Polo resolveu atirar areia no ventilador.
Isabel Tanesse, inclusive, já teve seu nome relacionado com denúncias de apropriação indébita junto ao Ministério dos Esportes. O caso, na época, foi abafado por grande parte da imprensa, mas amplamente divulgado pelo jornal Folha de São Paulo.





































































































































