Copa do Brasil: 2ª vaga do MT fica com time do Governador

Cuiabá, MT, 16 (AFI) – O Tribunal de Justiça Desportiva da Federação Matogrossense de Futebol, em julgamento realizado na noite desta terça-feira em Cuiabá, jogou um balde de água fria na moralização do futebol brasileiro ao confirmar a segunda vaga do Mato Grosso na Copa do Brasil para o União de Rondonópolis, time do Governador do Estado, Blairo Maggi.
O União foi julgado em razão de atitudes anti-desportivas praticadas ainda no Campeonato Estadual, vencido pelo Mixto de Cuiabá. E, caso fosse punido, a vaga seria do Luverdense, que, através do advogado Osvaldo Sestário Filho, deverá ingressar com recurso no Superior Tribunal da CBF, no Rio de Janeiro.
O adversário do União na Copa do Brasil será o Internacional de Porto Alegre-RS, com a primeira partida sendo no dia 18 de fevereiro no Mato Grosso.
Entendendo o Caso
O julgamento aconteceu pois durante o quadrangular final do Campeonato Estadual de 2008, quando o Barra do Garça, vergonhosamente, entregou o jogo para o União de Rondonópolis, facilitando para que o União disputasse a final contra o Mixto, em prejuízo ao Luverdense, que também brigava por uma vaga na final do certame.
O Luverdense jogava contra o Mixto e o União contra o Barra, porém se classificaria de um lado Luverdense ou União e de outro Barra ou Mixto.
Barra e União combinaram que, dependendo do resultado do jogo entre os adversários, manipulariam o resultado para que um dos dois se classificasse, já que não tinha como os dois passarem para a final.
Maurício Aparecido Siqueira, que foi o árbitro da partida, disse em entrevista a Rádio Cultura de Cuiabá (AM 710) que por três vezes, os jogadores das duas equipes se reuniram em campo durante o jogo, sendo uma delas antes de uma cobrança de falta e outra após um gol. O árbitro disse, ainda, que estranhou que em alguns momentos só o Barra atacava, e em outros, somente o União.
A fita com a entrevista do apitador do jogo Barra X União foi apresentada aos auditores do TJD da FMF e, ainda assim, o União não sofreu nenhuma punição.