Deputado repudia ajuda da CBF em campanhas eleitorais
Campinas, SP, 19 (AFI) –
O deputado Silvio Torres (PSDB-SP) condenou de forma veemente a decisão do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, de ter disponibilizado recursos da entidade para ajudar na campanha de candidatos a prefeito em cidades diversas no interior do país, conforme matéria publicada na Folha de S.Paulo no dia 17.
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“A CBF arrecada milhões de dólares usando o grande prestígio da seleção do Brasil. Mesmo assim, os últimos balancetes divulgados pela entidade apresentam déficit em suas prestações de contas, de acordo com os seus dirigentes”, declarou.
Além disso, segundo o parlamentar, a CBF deixa de socorrer atletas renomados que integraram a seleção canarinho e que se encontram em dificuldades financeiras.
Deixou de repassar no momento adequado a premiação das jogadoras de futebol da seleção feminina – que de forma brilhante, conquistaram a medalha de prata nas Olimpíadas de Pequim – e se recusa a dar apoio financeiro para o desenvolvimento do futebol feminino no país, alegando falta de recursos.
Silvio Torres acha tudo isso estranho. “As desculpas da CBF não podem ser levadas a sério”. E explicou: “A CBF, em eleições passadas, de forma irregular, financiou campanha de vários políticos, hoje com assento em diversas casas legislativas. Nas eleições municipais de outubro, ela voltou a interferir no processo eleitoral, financiando candidatos a prefeito em várias cidades para agradar parlamentares que dão suporte às suas ações de bastidores no Congresso Nacional, visando manter seus interesses, nem sempre condizentes para o bem do nosso futebol”.
O parlamentar do PSDB citou como exemplo o trabalho da CBF que conseguiu barrar no Congresso Nacional a instalação da CPI do Futebol, no ano passado, proposta pelo deputado Silvio Torres com a finalidade de investigar a corrupção no futebol brasileiro. Vários parlamentares que tinham colocado sua assinatura no documento que criava a CPI, retiraram por pressão de dirigentes da CBF.
“Nunca havia presenciado um enxame de retirada de assinatura no Congresso, como ocorreu nesse caso”, desabafou inconformado com a tal postura da CBF.





































































































































