FI alerta! Polêmica pode acabar em confusão no dérbi
Campinas, SP, 06 (AFI) – O Isso porque as 4.700 entradas destinadas aos pontepretanos (2.350 de inteira e 2.350 de meia) se esgotaram na manhã desta sexta-feira, segundo dia de vendas nas bilheterias no Estádio Moisés Lucarelli.
Portal Futebol Interior faz um alerta à Polícia Militar e aos organizadores do dérbi entre Guarani e Ponte Preta, domingo, no Estádio Brinco de Ouro, pela sexta rodada do Campeonato Paulista. O clássico campineiro pode ter confusão por conta de uma polêmica envolvendo a venda de ingressos do lado alvinegro.
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Mas aqueles torcedores descontentes por terem ficado sem ingresso estão arrumando uma maneira de tentar assistir ao jogo. Nos sites de relacionamento, grupos de alvinegros estão se organizando para comprar os bilhetes destinados aos bugrinos.A idéia é comprar o ingresso e tentar entrar na “cabeceira do placar eletrônico”, onde ficarão os pontepretanos. O grande problema é que as catracas, geralmente, são programadas para não aceitar outros ingressos que não sejam os dos visitantes.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Ponte, para esclarecer sobre o rumor de que a diretoria solicitaria uma carga extra de ingressos. A versão, contudo, foi negada.”Não houve nenhuma solicitação por parte da Ponte Preta, porque a limitação de 4.700 ingressos ao pontepretanos foi definida pela diretoria do Guarani (mandante do jogo)”, comentou Daniele Carvalho, assessora alvinegra.
Caso as catracadas não aceitem os “ingressos bugrinos” comprados pelos pontepretanos, muitos torcedores devem ficar para fora. O que aumentaria o risco de confrontos nos arredores do Brinco de Ouro.Não é novidade
Fato semelhante já aconteceu recentemente em jogos envolvendo o Bugre contra São Paulo e Corinthians. Após esgotarem sua carga de ingressos, corintianos e são-paulinos adquiriram entradas destinadas aos bugrinos, mas acabaram ficando do lado de fora, tendo em vista que as catracas não aceitaram seus ingressos.
A diretoria do Guarani alega que não libera a outra cabeceira para as torcidas adversárias por motivos de segurança. A argumentação é óbvia, tendo em vista que a entrada da outra cabeceira é ao lado da entrada das vitalícias (cadeiras). O Bugre disponibilizou aos seus torcedores um total de 16.750 ingressos, que começaram a ser comercializados desde a última quarta-feira. A diretoria alviverde, porém, adotou a política de não divulgar as parciais das vendas.
No início da tarde da quinta-feira, entretanto, o Como a procura não tem sido intensa, o time alviverde decidiu prorrogar as vendas. Antes, elas aconteceria até às 12 horas de domingo, mas, agora, se estenderão até às 13 horas do mesmo dia, no Brinco, e até a hora do jogo no CT.
Futebol Interior apurou que haviam sido vendidos, até aquele momento, cerca de 1.500 entradas. Informações da Rádio Bandeirantes de Campinas apontam que 5 mil foram comercializados até esta sexta-feira.
Polêmica das cabeceirasSob o comando do ex-presidente José Luiz Lourencetti, o Bugre passou a liberar somente a cabeceira do placar, contudo, com cargas de ingressos que beiravam as 10 mil pessoas.
O último dérbi em que as duas cabeceiras foram cedidas à torcida da Ponte Preta foi em 1998. Na oportunidade, o Bugre saiu de campo vitorioso pelo placar de 2 a 0.
Depois de problemas em dérbis disputados em 2001 e 2002, ano em que uma parte da arquibancada cedeu, após conflito entre torcedores de Ponte e policiais, passou-se a liberar menos de 5 mil por questões de segurança.





































































































































