Ministro elogia sustentabiliade do projeto Arena Ponte Preta
Campinas, SP, 11 (AFI) – O Ministro dos Esportes, Orlando Silva, que esteve no Estádio Moisés Lucarelli no início da semana, aproveitou a visita para conhecer em detalhes o projeto da Arena Multiuso Padrão Fifa que o clube pretende construir no Jardim Eulina.
“Acho que a palavra chave de um projeto como este é sustentabilidade. Fico extremamente feliz ao saber que a Ponte Preta está pensando em seu futuro e desenvolvendo uma Arena que não só sediará as partidas do time, mas será palco de atividades que tragam verbas ao clube”, afirmou o ministro.
Em ocasiões anteriores, Orlando Silva – que fez questão de dizer mais uma vez que nutre carinho especial pela Ponte, pois sua esposa é torcedora alvinegra, e ainda ganhou uma camisa dos 100 jogos do goleiro Aranha – já havia ressaltado a importância do projeto, bem como do novo CT. Na opinião do ministro, ambos serão de grande utilidade não só para o clube, mas também para o país na Copa de 2014, quando no mínimo poderão ser utilizados para sediar treinos de equipes participantes do torneio.

Respostas às dúvidas
Aproveitando a deixa da visita ministerial e os elogios ao projeto, publicamos abaixo respostas a perguntas recebidas de pontepretanos pelo site oficial, de maneira a mais uma vez esclarecer
O que falta para o projeto Arena Ponte Preta se tornar realidade?
Em primeiro lugar, a aprovação dos associados do clube em assembléia. Por mais que o presidente Sérgio Carnielli tenha sido reeleito tendo entre suas principais propostas de construir a Arena, o que dá legitimidade ao projeto, há que se seguir o rito normal para uma decisão tão importante no destino do clube.
Quando, então, será realizada a assembléia para aprovação do projeto? Por que ela ainda não foi feita?
Não há data certa ainda, mas a expectativa é de que ela ocorra no máximo até o final do semestre. A assembléia não foi realizada ainda porque a intenção da Ponte é apresentar o projeto sem nenhuma ponta solta para que seus associados votem sabendo tudo o que irá ocorrer e sem nenhuma dúvida. Por exemplo, se a Arena for construída, será necessário um novo CT. É preciso definir primeiro onde este CT será levantado, portanto, para já informar aos associados na hora da decisão.
O novo CT será em Campinas? Se não, por quê?
O novo CT será levantado em uma cidade da região (até o momento, são candidatos a sede os municípios de Sumaré, Hortolândia e Jaguariúna). O novo CT não será em campinas porque não há um local adequado às necessidades do complexo – que terá diversos campos de futebol, piscinas e alojamentos para atletas. A definição da cidade que sediará o CT leva em conta o terreno apropriado e os incentivos legais que a Ponte conseguirá da administração do município escolhido. Há ainda outra razão para que a construção do CT seja em uma cidade da região: incentivar o aumento da torcida e a prática de esportes na RMC.
Quando começam as obras da Arena? E quando terminam?
Uma vez aprovado o projeto em Assembléia, as obras poderão ser iniciadas. O prazo de construção é de dois anos, portanto a Arena deverá estar pronta em 2011.
Se o Majestoso for vendido, o time vai ficar sem estádio enquanto a Arena é construída?
De maneira alguma. A venda do Majestoso é, sim, uma forma de captar recursos para o projeto. Porém a proposta de venda inclui item determinando que o estádio só será entregue quando a Arena estiver pronta. A Odebrecht, parceira da Ponte na Arena, é uma das principais interessadas no estádio e concorda com a cláusula.
O Majestoso será demolido?
Há um compromisso já assinado de que a fachada do estádio será mantida, independentemente de ele ser ou não demolido para a construção de um condomínio ou de outra obra. Portanto, em respeito ao torcedor e à memória pontepretana, o Majestoso será eternizado.
A denominação “Arena Ponte Preta” é o nome do projeto, ou seja, um nome fantasia para o futuro Estádio? Será respeitada a letra do Hino da Ponte Preta, criada pelo saudoso Renato Silva?
A Arena não tem nome definido, mas a idéia é funcionar com o sistema de Naming Rigths, isso é, um patrocinador pode associar seu nome ao dela. Foi o que ocorreu, por exemplo, na Arena da Baixada (do Atlético Paranaense), que foi até recentemente patrocinada pela Kyocera Mita. É o que ocorrerá também com a nova Arena do Grêmio (RS). Nada impede, porém, que a Arena tenha um apelido como já ocorre com o Moisés Lucarelli. E, se a torcida quiser, o apelido pode ser Majestoso como já ocorre com o Estádio Moisés Lucarelli. O nome do saudoso Moisés deverá ser atribuído ao Museu permanente no qual os torcedores poderão ver o acervo de memória da Ponte Preta.
Qual o tamanho exato da Arena e suas capacidades?
TERRENO: 86.888 m²
PÚBLICO: 30.028 ASSENTOS
anel inferior: 12.000
anel executivo: 3.600
camarotes (VIP): 1.428
anel superior: 13.000
ÁREA CONSTRUÍDA: 113.519 m²
FECHAMENTOS: telha metálica isolante, cobertura de vidro
VAGAS DE ESTACIONAMENTO: 2.225
1º subsolo: 1.534
2º subsolo: 691
Qual é o valor total da obra e como ela será paga?
O valor estimado é de R$ 112 milhões. A idéia apresentada para viabilizar o projeto propõe a criação de uma empresa que será formada pela Ponte Preta, Odebrecht e possíveis investidores. A Ponte cederá o terreno e esta empresa irá obter um financiamento para construir o complexo, que será totalmente pago no decorrer da exploração da Arena.
A empresa mista explorará a Arena por um período definido de mais ou menos 20 anos e pagará o financiamento, bem como receberá os lucros de exploração do Estádio Multi-uso – que serão divididos entre Ponte, Odebrecht e outros possíveis investidores que formarão a empresa. Após este período, a Ponte passa a ser dona total da Arena. Importante ressaltar que os direitos de compra preferencial são da Ponte Preta neste período de exploração. Ou seja, a Ponte, se quiser, pode comprar a parte da construtora a qualquer momento desde que seja interessante para ela.
Por que a Arena é um bom investimento?
Além do alto padrão, mais conforto e espaço, não se trata de um simples conjunto de arquibancadas, mas de uma Arena multi-uso, rentável, que será utilizada sete dias por semana. A Arena terá uma série de boas receitas advindas de direitos de nome, publicidade, bilheteria, estacionamento, shows, eventos e aluguel de espaços.
Como se estipulou a capacidade do estádio?
A capacidade do estádio foi calculada levando-se em consideração o espaço disponível e a relação custo-benefício. Além disso, foi tomado o cuidado de se fazer um projeto Padrão Fifa, adequado, portanto, a sediar grandes finais e eventos.
O Estádio terá uma área diferenciada com ingressos a preços mais populares?
O projeto prevê diferenciação com a divisão por setores. Todos os assentos, porém, são cobertos e têm boa visibilidade do campo.
Foi realizada uma pesquisa de mercado pelos idealizadores do projeto, com relação a capacidade ideal do Estádio e se haveria a necessidade de haver camarotes em toda a volta?
Sim, o projeto foi idealizado após pesquisas não só no mercado brasileiro, como também junto a organizações internacionais. Não custa repetir: trata-se de uma Arena padrão FIFA.
Os donos de camarotes atuais terão prioridade na escolha dos mesmos no novo Estádio? Como os pontepretanos donos dos camarotes da cabeceira reservada a torcida adversária assistirão aos jogos em dias de clássicos?
Conforme já foi divulgado no site oficial, a Comissão de Estudos apresentou uma proposta sugerindo que os donos de camarotes terão os pagamentos efetivados transformados em tempo de aluguel, visto que na Arena os camarotes não serão vendidos e, sim, alugados. Quanto à prioridade de escolha, ela não foi definida ainda.
Os sócios da Unidade Eulina ficarão sem clube?
Não. Eles serão relocados durante o período de construção e ganharão um novo clube, com instalações mais modernas, após a conclusão da Arena.
Deixar de lado o atual estádio não é uma ofensa à memória de Moisés Lucarelli?
Não, tanto que o próprio filho de Moisés Lucarelli , Nino, apóia a iniciativa, participa da comissão de estudos do projeto Arena e garante que o pai faria o mesmo. “Esta é uma oportunidade que a Ponte Preta não pode perder. Meu pai tinha uma visão pioneira das coisas e tenho certeza que estaria à frente de um projeto como esse.”





































































































































