Máfia dos Ingressos: "Suspeita" e promotor no carnaval?
Campinas, SP, 25 (AFI) – O carnaval, tal qual o Ano Novo, é uma época em que todos deixam as “mágoas” para trás e buscam uma “vida nova”. Pelo menos, é assim no Brasil. O promotor Paulo Castilho, de acordo com nota divulgada pela coluna Não haveria problema algum, não fosse o fato de o promotor acompanhar a investigação sobre a “Máfia dos Ingressos”, onde alguns funcionários da BWA, empresa que é responsável pela confecção e venda de ingressos para diversas federações pelo Brasil, entre elas a Paulista, de Marco Polo del Nero, e a do Rio de Janeiro.
Painel FC da Folha de S. Paulo, era um dos convidados da BWA no camarote para os desfiles das escolas de samba de São Paulo.
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A polêmica sobre a falsificação de ingressos foi desvendada pelo programa Os policiais batizaram o esquema de “Operação Casa Cheia”, quando quatro pessoas tiveram a prisão decretada, todas acusadas de falsificar entradas para jogos de várias competições, entre elas campeonatos estaduais, Brasileirão, Copa Libertadores, além de jogos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, entre Brasil e Argentina.
Fantástico, da Rede Globo, no ano passado. O programa levou ao ar um esquema que foi desmontado pela polícia civil em dois Estados: Paraná e Rio de Janeiro. A empresa responsável pela confecção de ingressos é a BWA.
Esquema em CuritibaO esquema tem prejudicado muitos torcedores, que compram a entrada, mas não conseguem entrar nos estádios, ou ainda, os clubes, que ficam sem receber a parcela de direito. Na final do Paulistão, alguns torcedores de Palmeiras e Ponte Preta não tiveram acesso aos jogos, pois a mesma numeração já havia passado na catraca. Mais de três mil torcedores ficaram do lado de fora, embora tivesse nas mãos os bilhetes comprados, a maioria, nas bilheterias ou nos postos autorizados de venda.
De acordo com o Fantástico, o esquema tinha como base operacional o Estádio Couto Pereira, que pertence ao Coritiba. Segundo os policiais, a quadrilha utilizava o material da BWA para confeccionar os ingressos falsos, além da ajuda de uma gráfica na capital paranaense. O presidente do Coxa, Jair Cirino dos Santos, desconfiou dos públicos nos jogos do time e constatou que muitos recebiam a mesma numeração.
A empresa também foi questionada. Em nota oficial no site da empresa, a BWA alegou que não participa de esquemas de falsificação de ingressos, porém, alguns diretores da empresa foram convocados a prestarem declarações à Policia do Estado do Paraná.Tudo porque a Rede Globo mostrou umm depoimento de Bruno Balsimelli, um dos diretores da empresa, que tem ligação direta com a Federação Paulista de Futebol (FPF).
Cerco fechado
Ainda durante as investigações, a BWA acabou como suspeita ou, pelo menos, facilitadora da presença e participação de criminosos que alimentam os cambistas na venda de bilhetes antes dos grandes jogos no futebol brasileiro.
Segundo ele, os ingressos podem ser emitidos com data e horários específicos, determinando sua impressão e facilitando o controle. O problema é que os ingressos apreendidos pela Polícia Federal (PF), encarregada no caso, apontam para ingressos com datas anteriores àquelas colocados no mercado pelos clubes.
Mais da BWA
A BWA é a empresa responsável pela produção dos bilhetes e conta com a empresa Ingresso Fácil para a sua distribuição e comercialização. A PF investiga se as empresas (BWA ou Ingresso Fácil), ou algum funcionário, tem ligações com os criminosos. Segundo a direção da empresa, “tudo já foi esclarecido”.
E você torcedor-internauta, já sofreu para assistir a um jogo de sue time do coração por conta de cambistas? Dê sua opinião sobre a “Máfia dos Ingressos” no e-mail [email protected]





































































































































