ESPECIAL: Sem dinheiro, clubes estão reféns das parceiras

São Paulo, SP, 11 (AFI) – A dificuldade financeira e as constantes crises econômicas afetaram e muito os clubes de futebol. Sem apoio e patrocínios á altura para honrar seus compromissos e formar boas equipes, clubes procuram parceiros que passam a controlar as ações da entidade, ou uma co-gestão, modelo que tem como objetivo a participação administrativa em conjunto.

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A co-gestão Palmeiras / Parmalat, que teve inicio na década de 90 e seu fim em 2000, criou uma nova tendência no futebol brasileiro. Essa união entre a empresa italiana e o Alviverde foi considerada pela FIFA como um dos dez casos mais bem sucedidos em gestão de marketing esportivo.

Ao longo dessa aliança a indústria de laticínios expandiu suas marcas no mercado brasileiro, tornando-se nesse período líder no segmento, enquanto o Verdão conquistava os títulos que lhe tirou de uma longa fila de 18 anos.

Com o sucesso da co-gestão entre o Palmeiras e a Parmalat começou a surgir diversas empresas interessadas em atuar neste promissor mercado dentro do esporte número 1 no Brasil.

O Corinthians, maior rival do Palmeiras, sentiu na pele o efeito contrário. Com uma imensa dívida, o clube concretizou uma parceria com a suspeita MSI, que tinha a sua frente o iraniano Kia Joorabchian.

No inicio tudo foram flores, contratações de nível como o atacante Carlos Tevez, ex-Boca Juniors e Mascherano, ex- River Plate. Após a conquista do Brasileiro em 2005, o time de Parque São Jorge amargou um longo período negro em sua história, até culminar na segunda divisão do Campeonato Brasileiro.

Em busca da sobrevivência os clubes considerados “pequenos” procuram formalizar parcerias, logo essas equipes se tornam reféns das empresas de marketing esportivo. O Flamengo de Guarulhos, campeão da Série A3, uniu-se a Harpas Assessoria em busca de dias melhores e o tão sonhado acesso para a A1 do Campeonato Paulista, ledo engano.

A empresa trouxe jogadores e até José Macia, o Pepe, para gerir o departamento de futebol da equipe. Resultado, o time ia de mal a pior na A2 do campeonato paulista. Após a saída da Harpas, o Corvo reencontrou-se com o ânimo e as vitórias.

Já o União, de Mogi das Cruzes, e a tradicional Portuguesa Santista, vivem momentos de muito sofrimento com a gestão da Brasil Sports. O União ocupa a lanterna na Série A3 com apenas um ponto e a Briosa nas ultimas colocações da A2.