Truculência no Bugre:Sócio critica Leonel e quase é agredido
Campinas, SP, 30 (AFI) – A assembléia de sócios do Guarani quase terminou em pancadaria na noite desta segunda-feira no salão social do estádio Brinco de Ouro. Após os tradicionais choros e lamentações do presidente Leonel Martins de Oliveira (LMO), o associado Paulo Souza passou a questioná-lo, dizendo que o atual presidente bugrino estava ultrapassado.
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Após a indagação do associado, dois outros associados, ligados intimamente a Leonel Martins de Oliveira, no melhor estilo de anos de chumbo (1964/1985), foram para cima de Paulo Souza, tentando agredi-lo. Ameaçado, Paulo Souza, que é secretário municipal da Prefeitura de Paulínia, teve que deixar a assembléia para preservar sua integridade física.
“Lamentavelmente compareci a uma reunião de associados do Guarani onde o presidente Leonel Martins mencionou falhas do passado. Mas ele só fala do passado e não consegue mostrar, em atos, que é bom presidente. Se a única solução for vender o estádio, até a mãe Dinah sabe disto, não precisa do Leonel Martins. E, ainda assim, quem está vendendo o estádio é o Torres (Luiz Carreira Torres) que foi candidato a vice-presidente nas eleições de 2.007 e que faz oposição à atual diretoria”, desabafou Paulo Souza, que acompanha o Guarani faz mais de 30 anos.
“E esta truculência e falta de democracia é inadmissível. Até porque, jamais ofendi o Leonel. Muito pelo contrário, o tratei com respeito e educação, apenas o contestei. Ele ainda acha que reunião de sócio é ficar dando pito em torcedores e se lamentando. Por exemplo, o Leonel diz que foi ele quem reformou os alojamentos. Mentira!. Quem fez toda a obra foi o Michael Robin, quando foi treinador do time “b” em 2.007.
Paulo Souza ainda foi ameaçado pela “capangada” de LMO para não aparecer em jogos que iria apanhar. Até porque, nos últimos jogos, Leonel Martins tem comparecido acompanhado de seguranças particulares pagos pelo Guarani.
“Jamais cederei e vou continuar indo aos jogos como sempre fiz. Imagina se iria me curvar a um presidente mole e chorão como o Leonel Martins”, garantiu Paulinho Souza.
Contas aprovadas e o mesmo chororô de sempre
As contas de 2007 foram aprovadas, mas sem que fossem apresentados detalhes aos associados, até porque o que reina no Guarani de hoje é uma extensa movimentação no caixa dois, já que o caixa um está comprometido com penhoras judiciais.
Assustado com a repercussão da venda do estádio e da possibilidade da proibição da venda de novos títulos patrimoniais, Leonel Martins deixou de colocar vários pontos em discussão, limitando apenas a seu tradicional discurso de lamentações.
“Não existe homem no Guarani para falar de mim. Peguei o time em péssima situação e estou fazendo o que é possível. Quando cheguei aqui o Guarani estava sucateado pelos meus antecessores e o meu antecessor imediato, Edinho Torres, foi um presidente moleque”, discursou LMO, visivelmente nervoso.
Curiosamente, Edinho Torres, que foi presidente tempão por pouquíssimo tempo, após a saída de José Luis Lourencetti, é quem está viabilizando verbas publicitárias para a atual gestão do clube.





































































































































