Carnielli, da Ponte: "Não acreditamos em nada que foi dito"
Campinas, SP, 9 (AFI) – O presidente Sérgio Carnielli reuniu a imprensa, no final da tarde, e assegurou toda retaguarda ao seu jogador. ”Não acreditamos em nada do que foi dito, sabemos da integridade moral do jogador e do homem Jean. Ele é patrimônio do clube e será defendido até o último momento”, afirmou Carnielli. Ele também não gostou do procedimento do seu colega Manuel da Lupa, presidente da Lusa.
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Jean libera sigilo bancário e vai exigir ressarcimento
”Acho que a Portuguesa perdeu a vaga nas semifinais porque perdeu para o Santos (1 a 0). Ela não podia, então, exigir que nós vencêssemos o Santos, embora nós tivéssemos dado o máximo para isso”, continuou o presidente. Ele lembrou ainda que recentemente a Portuguesa foi favorecida por um erro grosseiro da arbitragem, que validou um gol de mão do atacante Fabrício Carvalho no jogo diante do Mirassol, no empate por 2 a 2, pela 16.ª rodada.
“Essa história toda é ruim, porque se fala no Jean, mas o nome da POnte Preta ficou envolvido de forma indevida”, explicou Carnielli, confirmando desconhecer o empresário citado como “negociador” de nome Izildo. Ele, inclusive, foi intermediário da confusa transferência do meia Jonas, ex-Guarani, para o Santos, há três anos.
Jurídico vai aguardar
Para o advogado do clube, Renato Ferraz, é preciso um pouco mais de paciência.
“Nós vamos aguardar uma posição oficial dos órgãos competentes, como a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Federação Paulista para depois tomarmos uma providência formal”, explicou. Ferraz, porém, de posse do boletim de ocorrência registrado por duas testemunhas, acha que “as provas são inconsistentes” e que tudo leva a crer tratar-se de uma denúncia vazia, sem base ou fundamento.
Acrescentou ainda que existem eventuais fala, mas não há “a entrega do dinheiro”. E ridicularizou o valor de R$ 20 mil, que teria que ser dividido em três partes – perto de R$ 8 mil cada.
Processo de perdas e danos
Neste caso, a Ponte Preta já planeja recorrer ao artigo 221 do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF), sobre “queixas sem fundamento” que prevê uma punição ao dirigente, no caso, o presidente Manuel da Lupa, de 90 a 360 dias e uma multa de R$ 1 mil a R$ 10 mil.
Ferraz manteve contato também com o departamento jurídico do Santos, outro clube que se sente prejudicado por toda esta história. Mário Melo, advogado do Santos, também já teria protocolado um pedido de esclarecimentos junto à Federação Paulista e teria a posição oficial santista de também usar o artigo 221 do CBDF sobre a Portuguesa e seu presidente. Tanto Ponte, como Santos, sentindo-se prejudicados vão pedir ressarcimento por perdas e danos.





































































































































