Opinião Silvio Gumiero: Ganhou tá certo, perdeu tá errado.
Campinas, sp, 10 (AFI) – A carreira do técnico de futebol tem longevidade. Normalmente ele começa na profissão aos 40 anos, depois de algum tempo de ter encerrado o seu ciclo de atleta. Se for estudioso, criativo, correto e profissional, torna-se competente e segue em evolução até aos 50 anos. Aí usa da sua experiência e vai bem até aos 60 e poucos anos.
É lógico que o que eu tracei aqui não é regra, mas serve de planejamento para um atleta que está se preparando para deixar o gramado. Exceções existem. Cláudio Duarte que iniciou a carreira de técnico com 27 anos, acaba de dirigir o Brasil de Pelotas no Campeonato Gaúcho. Ele ainda poderá ser diretor, gerente ou supervisor de futebol.
Conhecimento e bom time
Um exemplo raro e atual é Tarcísio Pugliese (foto), que iniciou como
preparador físico, formado que é pela Unicamp. Tarcísio tem 29 anos e há 2 é técnico da Luverdense, séria candidata a campeã de Mato Grosso. Se por um lado a carreira de técnico pode ser longa, a sua permanência em um clube é muito curta. Ele pode ter todas as qualidades necessárias para alcançar o sucesso, mas se não tiver atletas com qualidades, as vitórias não virão.
Sem conquistas não tem jeito, ele é demitido. Celso Roth fez um bom Brasileirão em 2008 pelo Grêmio de Porto Alegre, estava indo bem na Libertadores, mas perdeu 3 jogos consecutivos para o seu rival Internacional e agora está desempregado. Vagner Mancini, demitido injustamente no Grêmio, foi bem no Vitória e classificou o Santos para as finais do Paulistão. Até agora tá certo, mas se perder para o Palmeiras, tá errado.
Mais exemplos…
Luxemburgo classificou o Palmeiras para a Libertadores e para as finais do Paulistão. Se ganhar do Santos no sábado e do Sport na quarta tá certo, se perder tá errado. Muricy com o 3-5-2 do São Paulo está vencendo, tá certo. Mas ele está pensando em mudar para o 4-4-2 e se perder tá errado.
Esse conceito vale também para o Parreira no Fluminense, Ney Franco no Botafogo, Dorival Júnior (foto) no Vasco, Adilson Batista no Cruzeiro, Leão no Atlético Mineiro, Tite no Internacional, Roberto Fernandes no Figueirense, Silas no Avaí, Mano no Corinthians, Marco Aurélio na Ponte Preta e muitos outros técnicos, até mesmo para o Osvaldo Alvarez que acaba de chegar no Guarani. Se ganham tudo certo, mas se perdem tchau, tchau…





































































































































