PA: Técnico do Remo faz mistério antes da decisão de domingo
Belém, PA, 11 (AFI) – De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa, a comissão técnica de Artur Oliveira, do Remo, resolveu utilizar o mistério como tática para superar o rival, no clássico Re-Pa de amanhã, válido pela semifinal do segundo turno do Campeonato Paraense.
Veja também:
PA: Re-Pa número 700 pode fazer Remo fechar as portas
No primeiro e provavelmente último coletivo-apronto, nos momentos que antecedem o clássico, a entrada da imprensa só foi liberada nos minutos finais da movimentação. Até então, Haroldo Bezerra, assessor de imprensa, e seguranças desdobravam- se para impedir o trabalho de fotógrafos e cinegrafistas.
Quando foi permitido o trabalho dos repórteres, observou-se apenas jogadores do ataque e meio-campistas fazendo um trabalho de finalização, sob orientação do auxiliar técnico Nildo Pereira. O treinador Artur Oliveira, em parte, isolou-se e parecia refletir sobre a partida decisiva deste domingo. A essa altura, parte dos atletas, tidos como titulares, finalizava o trabalho por meio de alongamentos.
Apurou-se, porém, que Artur Oliveira promoveu uma série de modificações na equipe principal. Em determinado momento, sacou os laterais direito e esquerdo, respectivamente, Levy e Edinaldo, para a entrada a improvisação deMarlon e Gegê. Na frente, usou até um trio de atacantes, casos de Heliton, Marcelo Maciel e Helinho. Não se sabe se a estratégia, de fato, emerge em função das dúvidas de Artur ou se objetiva confundir o adversário. Na coletiva, o treinador garantiu que preserva dúvidas.
Paysandu também treina em sigilo
Edson Gaúcho bem que tentou. No último sábado, o comandante bicolor organizou o plantel alviceleste para um treino secreto. Os portões da Curuzu foram fechados para torcedores, imprensa escrita e televisiva. Somente repórteres de emissoras de rádio tiveram acesso à Toca do Lobo. O que o comandante alviazul não esperava é que da janela de um dos prédios ao lado do estádio, as lentes de fotógrafos e cinegrafistas registrassem os detalhes de toda a movimentação.
Entre as jogadas trabalhadas pelo treinador alviazul com o grupo que deve entrar em campo amanhã, no chamado clássico “Rei da Amazônia”, estavam o aperfeiçoamento da ligação direta entre a defesa e o ataque, finalização e triangulação de jogadas entre Vélber, Zé Augusto e Rossini, prováveis titulares.
Quando notou a presença da imprensa no prédio vizinho, o assessor de imprensa do Bicola, Igor Mousinho, dedurou a arapongagem ao técnico Edson Gaúcho, que, imediatamente, suspendeu a movimentação ordenando aos jogadores que partissem rumo aos vestiários do estádio da Curuzu. Mousinho foi rígido com a imprensa, que tentou conversar com os jogadores depois da movimentação.
“Vocês não vão conversar com ninguém até segunda- feira. Não me interessa o que vocês estão pensando. Quando fechamos o treino era para ninguém fazer registro de imagens. Vocês quebraram esse acordo e vão pagar”, esbravejou, fechando um dos portões da Curuzu com violência.
Para o estudante Danilo Pires, 21, que ficou de fora do estádio quando queria ter acompanhado a movimentação, a atitude do técnico alviazul não foi acertada. “Não acho justo eles agirem desse jeito. Queremos entrar no estádio para dizer algo que possa incentivar os jogadores e acabamos tratados dessa forma. Isso é prejudicial para o próprio clube, que aparece na programação das emissoras de TV pelo lado negativo”, observa o torcedor.
Mara Silva, balconista, defendeu o sargentão alviceleste. “Se estamos nos dando bem na competição com essa postura do técnico, não podemos reclamar de nada. Fazia tempo que o Paysandu não vivia uma situação tão boa dentro do Campeonato Paraense. Queremos conquistar o título do Estadual e, se os treinos secretos derem resultado, não há problema algum”.





































































































































