Onde Anda: Batistuta, maior artilheiro da Seleção Argentina
Campinas, SP, 23 (AFI) – Quem não se lembra de Gabriel Omar Batistuta, ex-atacante da Argentina? O que muitos não sabem é que Batigol, como era conhecido, mudou de esporte após deixar a carreira de jogador de futebol. Atualmente o maior artilheiro da Seleção Argentina, com 56 gols, joga Pólo pelo Loro Piana, time de Santa Fé, sua cidade natal.
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Com 40 anos, o jogador teve seu auge no futebol italiano, tanto na Fiorentina quanto na Roma. Batistuta apareceu já muito tarde no futebol, pois só aos dezessete anos deixou o basquetebol para dedicar-se à modalidade onde fez carreira como goleador.
Em 1988, ao serviço do clube argentino Newell’s Old Boys, fez a sua primeira época como profissional, onde foi vice-campeão da Copa Libertadores da América, a competição mais importante de clubes América do Sul.
No ano seguinte, mudou-se para o River Plate de Buenos Aires, uma das maiores equipes da Argentina, onde conquistou pela primeira vez o campeonato do seu país. Mas também aqui esteve pouco tempo, já que logo na época seguinte 1990/1991 se transferiu para o clube rival da cidade, o Boca Juniors, onde se sagrou campeão e artilheiro do campeonato.
Foi então que se afirmou definitivamente como goleador, o que em 1991 lhe valeu a primeira convocatória para representar a Seleção Argentina num jogo contra a Seleção Brasileira. Nesse mesmo ano, venceu com a Argentina a Copa América, a mais importante competição sul-americana de seleções. Batistuta foi artilheiro do torneio ao marcar seis gols, um deles na final contra o Brasil.
O valor de Batistuta começou a ser reconhecido internacionalmente e, nesse mesmo ano, foi jogar para o importante campeonato italiano, onde passou a alinhar pela Fiorentina, clube de Florença que alinhava na Série A italiana. Depois de algumas dificuldades de adaptação, Batistuta impôs-se definitivamente na equipa na temporada 1992/1993, tendo marcado 13 gols em 27 jogos. Contudo, o Fiorentina desceu de divisão, mas Batistuta manteve-se fiel a equipe e esperou um ano para voltar a jogar na Série A. Regressou ao mais importante campeonato italiano em 1994/1995 e logo nessa temporada foi o melhor marcador com 26 gols.
Em 1993, Batistuta participou da conquista da Copa América depois de na final a Argentina ter ganho a Seleção Mexicana marcando dois gols nesse jogo. O avançado também esteve presente no Campeonato do Mundo que em 1994 teve lugar nos EUA, onde foi o novamente artilheiro da Argentina com quatro gols. No Mundial 1998 foi o goleador da seleção argentina na França ao apontar cinco gols.
Apesar de já ser considerado um dos melhores atacantes do mundo e de ter muitas propostas de clubes de topo europeus, Batistuta optou por permanecer diversas épocas no Fiorentina, clube mediano em nível europeu. A seu lado na equipe esteve o internacional português Rui Costa. Essa fidelidade valeu-lhe uma estátua oferecida pelos adeptos da equipe.
Apenas na temporada 2000/2001 Batistuta mudou de clube, passando a representar a importante AS Roma, protagonizando a até então segunda mais cara transferência de sempre do futebol mundial. Logo nessa época, a AS Roma foi campeão de Itália, algo que já não acontecia desde a época 1982/1983 contribuindo com vinte gols.
Em 2003, e após uma época apagada na AS Roma, e depois de uma breve passagem pelo Inter de Milão, Batistuta rumou ao Al-Arabi do Qatar, que nos últimos anos tem oferecido excelentes condições monetárias a futebolistas em fim de carreira. Lá, ganhou um campeonato e foi o melhor marcador com 23 golos. Abandonou o futebol em 2005. Depois, treinou o Albacete.





































































































































