A2: Apático, CAT decepciona em estréia na fase decisiva

Taquaritinga, SP, 26 (AFI) – Em pleno Estádio Taquarão, o Taquaritinga decepcionou e fez feio em sua estréia na fase final da Série A2. A derrota por 3 a 0 para o Monte Azul pesou. A confiança de todos num resultado positivo era enorme. Porém, dentro de campo, o que se viu foi uma atuação completamente atípica. Uma equipe apática e sem a vibração essencial para um momento de decisão. De modo totalmente oposto como se apresentou na primeira fase.

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Para complicar ainda mais a situação, o adversário era justamente o Monte Azul. A melhor equipe do certame, com sobras. E durante os noventa minutos, o clube visitante provou que é forte candidato ao acesso. O Leão da Araraquarense até tentou, mas a todo o momento, era dominado pelo rival, que demonstrava visível superioridade. O time do técnico Carlos Rabello, que fez a sua estréia no comando, não teve capacidade de reagir.

O novo comandante, porém, não deve ser condenado pela derrota. Rabello assumiu a o cargo numa semana tumultuada. Além disso, não teve o tempo suficiente para trabalhar e conhecer o plantel de modo adequado. Indiscutivelmente, o Monte Azul dominou todas as ações da partida. Sem demonstrar um futebol ativo e compatível com as suas reais condições, o CAT pouco produziu. Deste modo, possuía raras chances de ataque.

De tão apagado em campo, o tricolor sequer viu a cor da bola. Merecida, a derrota veio para a equipe, que sentiu o poder do time de Monte Azul Paulista. Em seus domínios e perante a sua torcida, o CAT desperdiçou uma grande oportunidade de somar três pontos. O objetivo era dar um gigantesco passo na busca pelo acesso. Mesmo enfrentando o melhor time desta A2, o desfecho do jogo teria condições de ser positivo.

Analisando os fatos, não há como negar que os problemas internos tiveram relação direta no ocorreu em campo. Em forma de protesto pelo até então atraso de seus salários, o elenco praticamente não treinou no decorrer da semana. Algo considerado absurdo num momento de extrema decisão como esse. Deixar de se preparar para um jogo de tamanha validade foi, no mínimo, motivar a própria derrota. E ela se confirmou.

Nesta fase final, resultados negativos precisam ser evitados. Ainda mais quando se trata de um tropeço numa estréia, dentro de casa e da forma expressiva como aconteceu. Agora, cabe encontrar forças para buscar a reabilitação. Ela, por sua vez, precisa vir já no próximo sábado, às 17 horas, em Rio Claro. Frente ao Galo Azul, o CAT tem que reagir. O duelo no Estádio Augusto Schmidt Filho é válido pela 2ª rodada da fase final.

Com a derrota para o Monte Azul, o Leão perdeu uma invencibilidade de nove partidas como mandante no campeonato. Retrospecto quebrado num momento nada propício. Já o Rio Claro, seu próximo adversário, vem de um empate sem gols com o Flamengo, em Guarulhos. O CAT terminou a rodada de estréia da fase final ocupando a lanterna do Grupo 2, sem pontuação. Apesar disso, a expectativa de acesso permanece considerável.

Já com sua situação financeira resolvida, os jogadores podem ser cobrados. O grupo de apoio do clube, que foi o responsável pela solução desta questão, tem esse direito. Os torcedores também. O time é capaz de render muito mais do que demonstrou no último jogo, e por isso, não deve se abalar por um tropeço. Até porque não existe nada perdido.