Times da Série C em apuros: CBF não vai ajudar em nada
Rio de Janeiro, RJ, 30 (AFI) – Os clubes que vão disputar o Campeonato Brasileiro da Série C podem colocar as barbas de molho e correr atrás do prejuízo. A direção da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) acaba de dar um drible nos clubes inscritos para a disputa, consolidada ano passado com 20 clubes.
A entidade não vai ajudar os clubes com nenhum valor, nem com locomoção, nem com hospedagem e muito menos com as despesas com as arbitragens. Existe, inclusive, a possibilidade de alguma desitência para a competição que começa dia 24 de maio.
Medida frustra dirigentes
A decisão frustrou a expectativa dos dirigentes, que davam como certa uma participação efetiva da CBF dentro da competição.
”Vamos ter que nos reestruturar economicamente, porque acabamos decepcionados com esta decisão da CBF”, comentou Helmute Lawisch, presidente da Luverdense, representante do Estado do Mato Grosso. Ele, como outros dirigentes acreditava que a CBF fosse auxiliar os clubes “com algum tipo de recurso ou até mesmo com uma cota mínima por jogo ou pela competição”.
A única atitude tomada pela CBF é a liberação por parte dos clubes para uma possível negociação com as emissoras de televisão. Mas como a Série C será realizada, a mesma perda poder de promoção e acaba se desvalorizando. Isso dificulta os clubes de um acerto com as emissoras, ainda mais negociando individualmente.
”O alcance passa a ser apenas regional e diminui o interesse das emissoras’, lembra Helmute.
Paulistas inconformados
Dois clubes paulistas vão disputar a Série C: o Marília, rebaixado ano passado da Série B, e o Guaratinguetá, que se classificou ano passado entre os melhores da própria Série C – ficou entre os 20 primeiros.
O presidente do Marília, Beto Mayo, teve um verdadeiro choque quando soube da decisão da CBF:
”Esta cada vez mais difícil fazer futebol no Brasil. Vamos disputar uma competição regionalizada e sem qualquer apoio da CBF, sendo obrigados a arrumar dinheiro para tudo. Não é fácil manter um clube sem recursos”, lembrou Mayo, inconformado.
FBA seria o caminho
A decisão tomada pela CBF afronta os clubes da Série C e evidencia o equívoco tomado pela entidade ao afastar a FBA – Futebol Brasil Associados – da defesa dos interesses dos clubes da Série B e também da Série C.
Os clubes perderam poder de negociação, porque estão numa competição regional, sem interesse, e sendo obrigados a buscar sozinhos recursos para tentar entrar na Série B, em 2010.
Série B em apuros
Situação delicada também vivem os times que vão disputar a Série B, a partir do dia 8 de maio. Os clubes ficaram apenas com a promessa de uma receita de R$ 600 mil vindos das transmissões de televisão, além de cobertas despesas com transporte e hospedagem. Era tudo que a FBA já tinha conseguido.
A FBA, porém, já tinha garantido ano passado receitas extras com a venda de painéis de publicidade, além de aumento de receita com a venda de jogos pelo sistema pay-per-view. Alguns clubes receberam em 2008 até R$ 900 mil e a expectativa era de que cada um ficaria com R$ 1,2 milhão neste ano.
Todo o esforço desenvovido pelo presidente José Neves Filho (foto) acabou sendo abandonado com a medida unilateral tomada por Ricardo Teixeira, presidente da CBF, ao retomar à revelia o comando da Série B, numa manobra armada pela direção da Rede Globo de Televisão – através da Globo Esportes.





































































































































