A2: Sem chances, CAT procura explicações para fracasso

Taquaritinga, SP, 19 (AFI) – Dos oito clubes que disputam a fase final da Série A2 do Campeonato Paulista, o Taquaritinga é o único que não possui mais chances de conquistar o acesso. Com a derrota para o Flamengo no último final de semana, dentro de casa, a equipe deixou escapar novamente o sonho de retornar a primeira divisão. A má campanha realizada no quadrangular decisivo decepcionou os torcedores. A expectativa positiva transmitida na fase classificatória não se concretizou.

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Em quatro partidas disputadas, o Leão passou em branco. A equipe não conquistou uma vitória sequer. Foram um empate e três derrotas, sendo duas delas atuando como mandante. Sem obter mais chances de ascender à elite, o time irá apenas cumprir tabela nas duas últimas rodadas desta segunda fase. Nelas, enfrentará Rio Claro e Monte Azul, respectivamente. A seqüência formará a despedida melancólica do CAT no campeonato.

O desfecho desta campanha poderia ser diferente. O sonho do acesso nunca esteve tão próximo de ser concretizado. Entretanto, o objetivo acabou não se confirmando, já que a mesma história das últimas temporadas se repetiu. O que mudou neste ano foram apenas os protagonistas de toda a situação. Já o roteiro negativo, por sua vez, continuou. Os erros que levaram o time a nova decepção não são exclusivos de um único responsável.

O contexto geral da situação fez com que o Leão ficasse novamente pelo meio do caminho em sua luta. Neste caso, começando pela má administração do clube. Algo que, em diversos momentos, refletiu no desempenho da equipe dentro das quatro linhas. Os inúmeros problemas de bastidores interferiram diretamente. Desde o início, faltou um planejamento adequado para se manter de forma regular no decorrer da competição.

O conjunto de todos esses fatores negativos tornou-se o reflexo daquilo que foi apresentado pela equipe. Em especial, num momento de maior decisão. Assim como a diretoria, o próprio plantel também possui a sua parcela de culpa. Dentro de campo, eram os mesmos que representavam as cores do tricolor. Devido a uma estrutura falha, certos fatos externos que jamais poderiam ocorrer acabaram virando situações comuns.

Outros problemas também apareceram em momentos inoportunos. Como, por exemplo, a questão dos salários atrasados e a troca de técnicos. Na primeira fase, Márcio Ribeiro e Michael Robin estiveram no comando. Ribeiro, inclusive, classificou o time para a fase final. Apesar do feito, acabou sendo demitido. A dificuldade financeira foi à grande adversidade do clube, que na fase inicial, realizou uma campanha convincente e heróica.

No quadrangular decisivo, a equipe esteve longe de ser a mesma das dezenove primeiras rodadas. A decepção do torcedor foi algo evidente. Aos poucos, o grupo foi perdendo a confiança que construiu ao longo do certame. De todas as vezes que se classificou para as fases finais, esta é a primeira em que o CAT chega às duas últimas rodadas sem chances de acesso. Uma prova de que muitos aspectos internos precisam ser renovados.

Depois de morrer na praia novamente, a expectativa é de que os erros de mais um ano sirvam como lição. Para isso, é preciso ter um novo planejamento em mente desde já, começando pelo segundo semestre. Um clube que visa retornar a elite deve pensar grande. É essencial ter visão de futuro e saber aquilo que se pretende realizar. Eliminado precocemente, resta ao Taquaritinga o sentimento de procurar renovar suas esperanças.