Nova musa do apito quer CBF. Veja entrevista EXCLUSIVA!

Grazi 001 220São Caetano do Sul, SP, 18 (AFI) – Graziele Crizol (foto), 29 anos, é graduada em Educação Física, pós-graduada em Ginástica Artística e Arbitragem Desportiva, e está no quadro de arbitragem da Federação Paulista de Futebol, desde 2004, sempre como Assistente, popular bandeirinha. Graziele concedeu entrevista com exclusividade ao repórter Antônio Boaventura e nela revelou como iniciou sua carreira, as dificuldades na profissão, os benefícios da mulher na arbitragem, o assédio e seu objetivo.

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Antônio Boaventura: Como iniciou a sua carreira na arbitragem?
Graziele Crizol: Sempre gostei de esporte, por tanto me formei em Educação Física e fui dar aula de ginástica, inclusive passei uma temporada nos Estados Unidos. O futebol surgiu logo após, e em um determinado dia fui convidada a bandeirar uma partida comemorativa. Para minha surpresa ao final da partida, todos gostaram do meu trabalho e muitos vieram me questionar o motivo pelo qual eu não participava profissionalmente. Deste momento em diante comecei a me dedicar ao esporte número um do país.

AB: Como a mulher pode contribuir no futebol?
Graziele: A mulher compreendendo que o futebol é a paixão de muitos homens e em muitos casos geradores de muitas brigas, a inclusão dela nos estádios traria a união da família e embelezaria ainda mais as partidas. Mas, o principal é a união a família e dos casais nos finais de semana assistindo aos jogos. Profissionalmente, a mulher está chegando mais próximo do porte físico masculino. O que diferencia os dois é a sensibilidade e a visão feminina, isso os homens buscam aperfeiçoar.

AB: Em quem a Graziele se espelha, em termos de arbitragem?
Graziele: Me espelho muito na Maria Elisa pelo o que ela conquistou na carreira, inclusive chegou ao quadro da FIFA. Sempre que possível peço orientações á ela de como lidar com a imprensa e diversas situações constrangedoras durante e após as partidas. E também o Colina, que ao pesquisar a sua carreira fiquei fascinada com a história dele.

AB: O assédio durante os jogos interfere diretamente no seu trabalho? Como lidar?
Graziele: No inicio isso até me incomodava, mas com o passar do tempo você vai ganhando experiência e isso não passa mais a incomodar. Sempre que entro em campo fico concentrada no meu trabalho, é claro que existem as piadinhas que procuro responder com um sorriso ou um olhar.

AB: Quais são os seus objetivos?
Graziele: O inicio da minha carreira foi muito difícil, até mesmo pelo pré-conceito com relação á uma mulher na arbitragem, “O que ela conhece?”, que ainda existe em um contexto geral. Mas, a Federação me deu todo o apoio possível, e estou trabalhando forte nas Séries A2, A3 e no Campeonato Paulista de Futebol Feminino para chegar em condições no quadro da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), que é o meu grande objetivo neste momento.