Parreira critica a invasão de torcedores no treino do Fluminense

Rio de Janeiro, RJ, 27 (AFI) – O técnico Carlos Alberto fez questão de revelar sua insatisfação com o tumulto ocorrido nas Laranjeiras na tarde de terça-feira, quando torcedores protestaram contra os últimos resultados do clube e agrediram o volante Diguinho. O treinador condenou a ação, mas acredita que ela não refletiu o sentimento da torcida do Fluminense.

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“Foi lamentável o que aconteceu ontem, isso não é uma coisa de mundo civilizado: dentro da sua casa ser invadido e agredido. Conhecemos a torcida do Fluminense e ela não faz isso. Pelo contrário, nos incentivou contra o Corinthians, apoiando em todos os momentos, até mesmo quando estávamos perdendo por 2 a 0”, reclamou.

Parreira admitiu que o Fluminense apresenta, até agora, um futebol abaixo do esperado, mas crê que ainda há condições de evoluir no Campeonato Brasileiro. “O projeto não está ideal, mas estamos dentro da média. Já prevíamos que por causa desse período de transição teríamos altos e baixos. É bom relembrarmos que alguns campeões brasileiros perderam de 10 a 15 jogos. Estamos no começo e só não podemos perder o rumo”, comentou.

O treinador não acredita que o protesto fará com que os jogadores do Fluminense alterem o comportamento dentro de campo nas próximas partidas da equipe. “A cobrança dos torcedores não vai mudar a postura dos jogadores. Já temos a nossa própria cobrança. Todos estão dando o seu melhor e estão prontos para corresponder em campo com uma boa atuação”, finalizou.

Augusto não teme pressão
O lateral-esquerdo Augusto, contratado pelo Fluminense por indicação de Vica, foi apresentado oficialmente nesta quarta-feira e garante ter condições de atuar imediatamente pelo clube carioca. Ele disse não temer a pressão de atuar na equipe, mesmo tendo sido apresentado oficialmente um dia após protestos da torcida nas Laranjeiras.

“Com 15 anos joguei no profissional do Botafogo de Ribeirão Preto e fui vice-campeão paulista. Eu estava me destacando no juvenil e o treinador me chamou para jogar entre os profissionais. Tenho bastante força ofensiva e tenho aprimorado a parte defensiva. Não estou assustado com o protesto, sabemos que em clube de tradição é assim”, comentou.