Confusão no treino do Fluminense vira caso de polícia

Rio de Janeiro, RJ, 27 (AFI) – Virou caso de polícia o ato de vandalismo de cerca de 80 “torcedores” do Fluminense que invadiram a sede do clube na terça-feira à tarde e agrediram o volante Diguinho. Um inquérito foi aberto na 9ª Delegacia Policial (Catete) para investigar o incidente. A prioridade é descobrir o autor dos disparos durante a confusão. A suspeita recai sobre um homem que seria segurança do goleiro Fernando Henrique.

Confira:
Parreira critica a invasão de torcedores no treino do Fluminense

A manhã foi atípica nas Laranjeiras, com a presença de dois inspetores da Polícia Civil, a delegada da 9ª DP, Renata Teixeira, e quatro agentes da Polícia Federal. Eles foram até o Departamento de Futebol do clube para levantar informações sobre o tumulto.

Fernando Henrique e Diguinho, que levou um soco no rosto, prestaram depoimento no início da noite de quarta-feira como testemunhas. O goleiro alegou febre e não treinou pela manhã. Na parte da tarde, passou mal e abandonou a atividade. Parecia abalado com a repercussão do incidente.

Inconformado com o episódio, o técnico Carlos Alberto Parreira disse que não dá mais para o Fluminense treinar nas Laranjeiras. “E não é só por segurança, é por conforto. Você não tem uma área em que goleiros e jogadores em recuperação possam treinar em separado”, explicou.

A diretoria do clube, no entanto, já confirmou que as atividades do futebol profissional do Fluminense serão mantidas nas Laranjeiras.