Crônica Fauzi Kanso: Pintado era do São Paulo, que não sabia
Campinas, SP, 30 (AFI) – Pintado, o atual técnico da A.A. Ponte Preta, durante muitos anos esteve no Bragantino. Não era titular absoluto embora jogasse bem. Vez ou outra Luxemburgo, até
então técnico do Braga, o colocava em campo.
Quando Luxemburgo deixou a equipe, dirigentes do Braga venderam por uma fortuna o ex-jogador do Guarani, Mauro Silva que, com mais sete, havia entrado na troca com um único jogador, Vitor Hugo. A venda de Mauro Silva beirou os 10 milhões de dólares. Portanto, o Braga estava com o cofre cheio.
Necessitando contratar um novo técnico, dirigentes Bragantinos, por orientação do saudoso Brasil de Oliveira, foram atrás e contrataram Carlos Alberto Parreira. Só que eles tinham uma preocupação:
“Sabendo que estamos com dinheiro, o Parreira vai querer uma Seleção”, teria dito um dos Chedids.
Surpreendentemente, Carlos Alberto Parreira chegou e disse: vamos ver o que vocês têm no clube para depois eu indicar alguém. Depois de observar dois ou três treinos, outra grande surpresa:
“Não preciso de mais ninguém. O que tem ai dá pra disputar um bom campeonato, afirmou Parreira.”
Pintado, que há anos estava emprestado pelo São Paulo ao Bragantino e que não passava de um reserva, nas mãos de Parreira passou a ser titular absoluto. Virou herói e ídolo da torcida.
O São Paulo F.C., necessitado de um meio-campo marcador, fez contato com o presidente do Bragantino para reaver seu próprio jogador, sempre desprezado:
“Jesus, precisamos que você nos venda o Pintado, quanto custa ?”, perguntou o presidente do Tricolor.
“Não tem negócio. Não podemos vender o que não é nosso. O Pintado pertence a vocês, ao São Paulo F.C.”, falou Chedid.
“Que brincadeira é esta?, emendou o dirigente Saopaulino.
— O São Paulo, há mais de quatro anos nos emprestou o Pintado e até hoje ele está aqui mas, procure saber, o passe é de vocês.
Esta historinha é para mostrar que até mesmo o clube mais organizado do futebol brasileiro, no caso o São Paulo, come bronha, como se diz em Minas Gerais. Tinha o jogador que não sabia ser seu. Coisas do futebol. No São Paulo, Pintado ainda foi campeão mundial interclubes e antes de encerrar a carreira fez um contrato milionário no futebol mexicano. Ou seja, descontou todo seu sacrífico e ostracismo.
Depois de encerrar a carreira de jogador, Pintado virou treinador com relativo sucesso. Dizem que seu estilo é parecido com o do técnico Emerson Leão: disciplinador e bastante autoritário, sem deixar de ser amigo dos atletas. É, também, famoso por dar oportunidades aos jovens talentos.
TRAFICC DEIXOU O ITUANO
Quando a Traficc assumiu o Ituano, num almoço entre dirigentes
do time de Itu e J. Havilla, tudo ficou praticamente sacramentado. Apenas uma alta dívida antiga o Havilla disse que não assumiria. Vários contratos foram feitos, nenhum assinado porque sempre constava ao Havilla a responsabilidade por tal dívida.
Vários encontros aconteceram e o assunto da tal dívida sempre vinha à baila. De um lado a exigência do pagamento, do outro, a negativa. Assim, o contrato nunca foi assinado. Tudo o que sabemos, tirando a dívida, é que tudo que foi tratado foi rigorosamente cumprido por ambas as partes. Uma pena.





































































































































