Na despedida da Série A2, Taquaritinga coleciona nova derrota

Taquaritinga, SP, 01 (AFI) – Em sua despedida no Campeonato Paulista da Série A2, o Taquaritinga chegou a dar mostras de que poderia complicar a vida do Monte Azul, que precisava dos três pontos para garantir vaga a grande final do certame. Entretanto, o feito não se concretizou. Fora de casa, a equipe cateana até teve uma atuação convincente, mas, mesmo assim, não realizou o suficiente para segurar o ímpeto do rival, que mostrava visível superioridade.

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Pelas circunstâncias e pretensões completamente distintas que envolviam o confronto, a vitória do Monte Azul já era dada como algo praticamente certo. E foi justamente isso que aconteceu. Assim como ocorreu diante do Rio Claro, na rodada anterior, o Leão apresentou um futebol digno. O time jogou de igual para igual com o Azulão de Monte Azul Paulista, e durante boa parte da primeira etapa, demonstrou maior volume de jogo.

Bem postado no setor defensivo, o CAT dificultava a chegada do Monte Azul, que sentiu dificuldades nos primeiros 45 minutos de jogo. Ao contrário daquilo que estava previsto, a equipe não fez feio, e ainda por cima, criou grandes chances de sair em vantagem. Na etapa final, porém, a história do duelo mudou. Apoiado pela sua torcida, que lotou o Estádio do AMA, o Monte Azul voltou com força total em busca da vitória.

A pressão por parte dos mandantes acuou o Taquaritinga, que não conseguia sair do campo de defesa. De tanto insistir, o Monte Azul anotou o seu primeiro gol aos 32 minutos. Aos 42, o segundo e último tento foi assinalado. Dois minutos antes, o CAT teve a chance de igualar o marcador, mas o volante Du desperdiçou cobrança de pênalti. No fim, coube ao Monte Azul festejar a vaga para a final, e ao Leão, seguir lamentando.

Apesar da derrota, a equipe se comportou devidamente e procurou exercer o seu melhor nas quatro linhas, fazendo aquilo que estava ao seu alcance dentro das suas limitações. Ao menos, fica o consolo dos jogadores terem se dedicado um pouco mais, e com isso, deixado uma impressão amena. A grande frustração foi o fato de o Leão ter decidido “jogar” somente nos dois últimos jogos do quadrangular, quando restava cumprir tabela.

Em seu último compromisso na Série A2, a equipe foi comandada interinamente pelo preparador de goleiros Wallace Astolfe. Na última quinta-feira, o até então técnico Carlos Rabello acabou se desligando do clube. Isso, antes do término da competição. Independente de ter colecionado novo tropeço, o tricolor da Araraquarense se despede do Paulista e do futebol profissional nesta temporada com a sensação de cabeça erguida.

Com apenas dois pontos ganhos dos dezoito que foram disputados, o CAT realizou a pior campanha não só do Grupo 2, mas como de toda a segunda fase. Em seis partidas, foram dois empates e quatro derrotas. O grupo de atletas tinha capacidade para chegar ao acesso, mas a ausência de organização no comando tornou-se um fator prejudicial. O clube precisa de uma base estrutural, que só será adquirida quando existir planejamento.

Aqueles que acompanham o dia-a-dia do clube possuem perfeito conhecimento dos problemas que foram enfrentados no decorrer do campeonato. Por isso, é necessário viabilizar várias mudanças, começando por aqueles que compõem o comando, passando por diretoria executiva, conselho fiscal e deliberativo, entre outros cargos. Ainda há tempo para o Leão se reerguer, e a partir do segundo semestre, visualizar também 2010.

De agora em diante, a diretoria terá a chance suficiente para realizar um planejamento adequado em todos os sentidos. Caso ele não ocorra, existirá temor sobre o futuro da agremiação. Desta vez, não haverá desculpas, pois o tempo, que anteriormente sempre atrapalhava, agora será aliado do clube. A decisão de ter aberto mão da Copinha para se direcionar apenas na disputa do Paulista Sub 20 foi tomada justamente por este motivo.

O momento é de pensar no futuro e buscar alternativas para mudar a situação caótica em que o CAT se encontra fora de campo. Renovar as esperanças por mais uma temporada é fundamental. No Estádio do AMA, o Taquaritinga foi mais um mero coadjuvante da festa dos anfitriões. O jogo de domingo foi o último da categoria profissional em 2009. Agora, o time ficará inativo por dois meses, até o início do Paulista Sub 20, em agosto. Pior para os torcedores, que lamentam esse período considerável sem movimentações.