Notas da Seleção: Conjunto sobressai sobre destaques individuais

Campinas, SP, 6 (AFI) – Mesmo sem ser brilhante, o Brasil arrasou o Uruguai, neste domingo, e goleou o rival por 4 a 0, em pleno estádio Centenário, em Montevidéu, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. A seleção pentacampeã foi premiada pela eficiência, uma vez que praticamente todas as vezes que chegou à frente marcou gol.

Veja também:
Uruguai 0 x 4 Brasil – Tabu cai de quatro no Centenário

O sistema defensivo do Brasil, sempre muito criticado, foi um dos destaques da goleada, que encerrou um tabu de 33 anos sem vitória brasileira sobre o Uruguai na casa do adversário. Mais uma vez o goleiro Júlio César teve grande atuação, assim como o lateral-direito Daniel Alves e a dupla de zaga Lúcio e Juan. Pela esquerda, Kléber ficou devendo e destoou do restante da defesa.

Confira as notas:

Júlio César – 8,0 – Não à toa Júlio César é considerado por muitos o melhor goleiro do mundo. Mais uma vez foi o nome do Brasil no jogo, com uma atuação segura e grandes defesas quando foi exigido. Um verdadeiro paredão.

Daniel Alves – 7,0 – Um dos melhores da Seleção Brasileira em campo. O lateral apareceu bem no apoio, quando foi premiado com um gol num frango do goleiro, e também recompôs bem a marcação pela direita.

Juan – 7,0 – Superior ao seu companheiro de zaga, foi bastante exigido na forte pressão exercida pelos uruguaios. Em alguns momentos, perdeu nas bolas aéreas, mas por baixo foi muito bem e levou a melhor em quase todas.

Lúcio – 6,5 – Não tão bem quanto Juan, mas ainda assim teve uma boa participação e ajudou a segurar o ataque uruguaio. Além do bom posicionamento, exerce uma importante liderança, agindo como um técnico dentro de campo.

Kléber – 5,0 – Se limitou a marcar e pouco apareceu no apoio. Burocrático, mostra que a lateral-esquerda ainda não tem dono, e já começa a ser ameaçado pelos concorrentes. Precisa perder a timidez e aparecer mais para o jogo.

Gilberto Silva – 5,0 – Lento, não marcou com a eficiência que se espera de um primeiro volante. Não se arriscou na saída de bola, limitando-se aos irritantes passes laterais. Deu muito espaço para os meias criarem.

Felipe Melo – 5,5 – Um pouco melhor do que Gilberto Silva, mais ainda aquém do futebol que pode mostrar. Foi bem na marcação e na saída de bola, tentando acelerar a ligação com o ataque e puxando contra-ataques.

Elano – 5,0 – Tímido, o meia apareceu pouco para o jogo e ficou devendo. Apesar de ter dado o passe para o terceiro gol de Luis Fabiano, se aproximou pouco dos atacantes, que ficaram isolados.

Ramires – 5,0 – Entrou no lugar de Elano e manteve a média do ex-meia do Santos. Cumpriu bem seu papel, ocupando o espaço do meio-campo e marcando com eficiência.

Kaká – 6,0 – Não teve o mesmo brilho de quem já foi eleito o melhor do mundo, mas ainda assim sempre atraia a marcação adversária. Puxou alguns contra-golpes com a famosa arrancada, mas não esteve um dia muito inspirado.

Josué – Entrou no fim, sem nota.

Robinho – 5,0 – O atacante do Manchester City esteve sumido em campo. Nas poucas vezes que apareceu, abusou das firulas e da falta de objetividade, com toque laterais. Errou muitos passes, desperdiçando bons contra-ataques.

Júlio Baptista – Entrou no fim, sem nota.

Luis Fabiano – 6,0 – O atacante não vinha recebendo muitas bolas e estava apagado até marcar um lindo gol de fora da área. Oportunista e sempre bom posicionado, Fabgol teve atuação manchada pela expulsão e não enfrenta o Paraguai na próxima quarta-feira.

Técnico: Dunga – 6,0 – O jogo ficou facilitado para Dunga com o gol brasileiro logo no começo. Teve méritos ao armar um sólido esquema defensivo e apostar em Daniel Alves no lugar do sempre criticado Maicon.

Uruguai – 5,0 – Como sempre, mostrou muita vontade, mas a limitação técnica de seus jogadores era evidente. Apesar do amplo domínio da posse de bola, na hora da finalização ora faltou qualidade, ora parou na muralha Júlio César.

Árbitro: Saúl Laverni-ARG – 5,0 – Teve uma atuação correta na parte disciplinar, mas alguns erros na marcação de infrações. Deixou de marcar um pênalti claro em cima de Luis Fabiano, e depois expulsou o atacante desnecessariamente. Marcou com correção o pênalti em cima de Kaká.