Diretor técnico da Fifa faz alerta para Brasil contra africanos

São Paulo, SP, 25 (AFI) – A África do Sul pode ser a nova zebra da Copa das Confederações? Os sul-africanos podem imitar os Estados Unidos que derrubaram a favorita Espanha e passar pelo Brasil? São questões que estão no ar, mas segundo um especialista em futebol africano, Marcos Falopa, brasileiro que é diretor técnico da Fifa, as chances disso acontecer são pequenas.

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”No futebol é preciso sempre tomar cuidado. Mesmo porque eles vão ter a favor o apoio de 60 mil torcedores e do barulho ensurdecedor das cornetas, que se não atrapalha, com certeza irrita. Mas na parte técnica e tática, o Brasil está muito à frente do time africano”, atesta Falopa, comparando ainda que os Sul-africanos estão num patamar inferior, inclusive, a outros países africanos, como a Nigéria ou Gama.

Velhos conhecidos
Marcos Falopa já trabalhou em diversos continentes do planeta como diretor técnico da Fifa. Passou por vários países africanos, esteve no Oriente Médio, na Ásia e na América Central.
Na África do Sul trabalhou entre o período de 2002 até 2004, como diretor técnico de todas as seleções. Chegou a dirigir o time principal algumas vezes, por o cargo estar vago.

Entre os atuais jogadores, dois trabalharam com ele. O zagueiro Mokena, que atua no futebol da Inglaterra, e o volante Pinnar, que defende um time da Holanda.
”São dois jogadores experientes e que podem fazer a diferença. No mais, a seleção africana é de muita velocidade e força”, conclui Falopa.

Copa do futuro
Para Marcos Falopa, a realização da Copa do Mundo, em 2010, vai ser fundamental para o progresso do futebol de todo o continente.

”A preparação para a Copa de 2010 inclui jogos contra seleções importantes, como agora contra a Espanha. Na época em que estive lá, eu tentei acertar jogos com o Brasil e Portugal, mas ficaram inviáveis naquele momento. A tendência, agora, é melhorar”, acredita.

”E a Fifa está satisfeita com a realização da primeira Copa do Mundo na África, não só pela promoção, como pelo desenvolvimento e do aspecto cultural”, conclui.