Copa 2002: Felipão lembra de "briguinhas" entre Rivaldo e Ronaldo
Rio de Janeiro, RJ, 28 (AFI) – Quem pensa que uma Seleção Brasileira campeã do mundo não tem problemas de relacionamento, engana-se. Técnico do time que venceu o Mundial de 2002, Felipão garantiu que as estrelas do elenco, Ronaldo e Rivaldo, tinham picuinhas durante os jogos.
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Os dois brigavam pela artilharia da Copa, e por isso não passavam a bola um para o outro durante os jogos. Em entrevista ao colunista Renato Maurício Prado, do jornal O Globo, Felipão revelou como fez para acabar com a encrenca.
“Um dia, perdi a paciência, chamei os dois, tranquei no vestiário e disse: ‘Ou vocês acabam de vez com essa frescura, ou vai jogar um só. E eu ainda não decidi quem será’. Falei e fui me embora. Deixei os dois trancados lá. Aí o Rivaldo virou-se para o Ronaldo e disse: ‘Olha, é melhor a gente se ajeitar mesmo. Esse cara é maluco e é capaz mesmo de barrar um de nós dois’. E acabou de vez aquela bobajada”, disse o treinador.
Felipão também contou detalhes da preparação daquele Mundial. Contou que quase convocou Romário após o choro do craque na televisão aberta e disse também que gostaria de ter continuado após a Copa, mas não o fez por que o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, não aceitou suas exigências.
“Eu banquei a não convocação. Depois dessa conversa, teve um momento que eu cheguei a balançar. Foi quando ele foi para a TV chorar de dizer que queria disputar o último Mundial. Eu já estava emocionado e quase voltando atrás, quando entrou em cena o Eurico Miranda falando um monte de barbaridades, me xingando disso e daquilo e fazendo ameaças. Aí percebi que era tudo um circo armado para me pressionar e desisti, definitivamente, de levar o Romário”, lembrou Felipão.
O treinador chegou a discutir a permanência na equipe após a Copa. “Se a CBF tivesse aceitado as minhas sugestões, teria ficado. Eu queria mais ingerência nas seleções de base. Queria que os meus auxiliares acompanhassem os treinos e torneios para que pudessem me avisar do potencial que a garotada tinha para substituir os campeões do mundo, que eu já sabia que não teriam como chegar bem em 2006”, afirmou o técnico, que completou.
“Eu queria dirigir o time olímpico em Atenas, mas o Ricardo foi contra alegando que já tivera problemas com isso antes, com o Vanderlei. Aí perguntei para o Ricardo: ‘Se você fosse eu, ficaria ou aceitaria?’. E ele disse: ‘Eu sairia’. Foi o que eu fiz. Mas saí numa boa, sem ressentimentos”, declarou.





































































































































