Estados Unidos 2 x 3 Brasil - Camisa pesa e Brasil é tricampeão!
Campinas, SP, 28 (AFI) – Após um começo assustador, a Seleção Brasileira coroou 2009 como o melhor ano da Era Dunga com uma reação inacreditável. Com show de Luís Fabiano, o Brasil venceu os Estados Unidos por 3 a 2, após estar perdendo por 2 a 0 ainda no primeiro tempo. Com o resultado, os brasileiros sacramentaram a campanha perfeita, com cinco jogos e cinco vitórias, e conquistaram o tricampeonato da Copa das Confederações.
Confira:
Espanha 3 x 2 África do Sul – Se Deus existe, não é sul-africano!
Esta, sem dúvida, foi a final mais emocionante das ganhas pelo Brasil. Em 97, um goleada por 6 a 0 sobre a Austrália (três de Ronaldo e três de Romário) garantiu a primeira taça. Oito anos depois, nova goleada, desta vez sobre a rival Argentina, por 4 a 1. Os gols foram de Adriano (dois), Kaká e Ronaldinho Gaúcho.
Neste domingo, tudo foi diferente. Ainda no primeiro tempo, Dempsey e Donovan colocaram os americanos em vantagem no placar. Na etapa final, brilhou a estrela de Luís Fabiano, que marcou dois gols de oportunismo e mostrou que pode ser o 9 da Seleção na Copa de 2010. Lúcio completou o marcador, de cabeça, no final do segundo tempo.
A campanha
O Brasil estreou na Copa das Confederações com vitória suada sobre o Egito, por 4 a 3. Depois, fez duas belas apresentações e venceu Estados Unidos e Itália, ambos por 3 a 0 e show de bola. Na semifinal, passou pela África do Sul de Joel Santana, com gol nos acréscimos. Na decisão, bateu os americanos.
É Fabuloso!
Antes da competição, Luís Fabiano havia prometido que marcaria um gol por partida. Ao final da decisão, promessa cumprida. O ex-atacante de Ponte Preta e São Paulo marcou cinco gols e, de quebra, terminou como artilheiro do torneio, a frente dos espanhóis David Villa e Fernando Torres.
Brasil é o maior de todos
Com o tricampeonato, o Brasil sagrou-se o maior campeão da história da Copa das Confederações, a frente da França, que venceu o torneio em 2001 e 2003. Os outros campeões são: Argentina (92), Dinamarca (95) e México (99).
EUA perdem chance de ouro
Os americanos participaram pela quinta vez da Copa das Confederações. A melhor campanha, antes do vice-campeonato deste ano, havia sido um terceiro lugar, nas edições de 92 e 99. Na primeira, os EUA golearam Costa do Marfim por 5 a 2, na Arábia Saudita. Depois, em 99, os americanos fizeram 2 a 0 na Arábia, em torneio disputado no México.
O poeta já disse…
Decisão é decisão. Foi com este bordão que Galvão Bueno iniciou a transmissão da final entre Estados Unidos e Brasil. Apesar de não trazer nada de novo, a frase resumiu o primeiro tempo da decisão. Após tomar um chocolate de 3 a 0 na primeira fase, os americanos aprenderam a lição e devolveram o massacre.
Com duas linhas de quatro, os EUA dificultaram o ataque brasileiro, que, sem criatividade, virou refém do futebol-força de Maicon e companhia. Melhor para os americanos, que abriram o placar aos nove minutos. Dempsey recebeu cruzamento de Spector e, de primeira, chutou cruzado, no canto direito de Júlio César.
O gol acordou o time brasileiro, que criou poucas oportunidades, mas fez Howard sujar o uniforme. Aos 12, Kaká tocou para Robinho, que bateu e parou na intervenção do goleiro adversário. Outra boa chance saiu dos pés de Felipe Melo, aos 24 minutos. O volante arriscou de fora da área e Howard espalmou para longe.
O contra-ataque americano foi mortal. Aos 27 minutos, Davies puxou pelo lado esquerdo e achou Donovan livre na entrada da área. O atacante driblou Ramires e, de perna esquerda, chutou por baixo de Júlio César, ampliando o marcador.
O que fazer?
A cara de Dunga no banco de reservas disse tudo. Emburrado, o capitão do Tetra sequer esboçou reação. Os jogadores, assustados e com pressa, tentaram resolver na base da correria, mas não conseguiram reverter a vantagem do adversário.
Com Kaká e Luís Fabiano sumidos novamente, coube aos mais novatos tentarem algo diferente. Aos 34 minutos, Robinho dominou pelo lado esquerdo e enxergou a penetração de André Santos. O corintiano bateu cruzado, mas parou na grande defesa de Howard, até então o melhor jogador da final.
Foi ou não foi?
A Seleção Brasileira voltou com um espírito diferente no segundo tempo. Logo no primeiro minuto, Maicon encontrou Luís Fabiano na entrada da área. O centroavante girou sobre o zagueiro e bateu de perna esquerda, sem chances para Howard defender.
Apenas um gol atrás, o Brasil foi com tudo para cima dos americanos. Os problemas de criação, porém, permaneceram os mesmos. Os laterais participaram, mas não foram acionados com freqüência. O time tentou muitas jogadas pelo meio, principalmente com Kaká, irreconhecível em campo.
Apesar da má atuação, o camisa 10 ainda teve um gol “roubado”. Aos 15 minutos, Robinho cruzou pelo lado esquerdo e Kaká cabeceou. Howard defendeu, mas a bola já estava dentro do gol. Nem o juiz, nem os auxiliares perceberam a mandaram seguir o jogo.
Espetacular!
O tempo passou e os americanos esfriaram o ímpeto brasileiro com dois chutes a queima-roupa. Aos 19, Donovan arriscou de fora da área e Júlio César espalmou. No minuto seguinte, Dempsey chutou novamente e o goleiro brasileiro salvou, espalmando para escanteio.
Dunga decidiu mexer no time, mas mostrou que não tem a visão de técnico ainda, mesmo depois de três anos na função. Deixou os volantões Gilberto Silva e Felipe Melo em campo, tirando Ramires para colocar Elano. Além disso, repetiu a alteração da semifinal, com Daniel Alves na vaga de André Santos. Já Nilmar e Alexandre Pato apenas se aqueceram lá fora…
Elano deu mobilidade ao meio-campo, é verdade. Aos 25 minutos, ele lançou Luís Fabiano, que invadiu a área e chutou nas mãos de Howard. Três minutos depois, o artilheiro voltou a decidir. Kaká cruzou da esquerda e Robinho finalizou. A bola explodiu no travessão. No rebote, Luís Fabiano tocou de cabeça e empatou a decisão.
Com o empate, o Brasil cresceu ainda mais, graças à qualidade de Elano, que entrou e fez a diferença. Tanto fez que, aos 38 minutos, participou do gol da virada. O ex-meia do Santos cobrou escanteio na cabeça de Lúcio, que subiu muito alto e, de cabeça, venceu o goleiro Howard. A bola ainda tocou na trave direita antes de balançar as redes.
Ficha Técnica
Estados Unidos 2 x 3 Brasil
Local: Estádio Ellis Park, em Johanesburgo – AFS.
Árbitro: Martin Hansson – SUE
Cartões Amarelos: Bocanegra (Estados Unidos); Felipe Melo, André Santos, Lúcio (Brasil)
Gols: Dempsey aos 9’/1T, Donovan aos 27’/1T (Estados Unidos); Luís Fabiano a 1’/2T e aos 28’/2T e Lúcio aos 38’/2T (Brasil)
Estados Unidos
Howard; Spector, Onyewu, Bocanegra e Demerit; Dempsey, Feilhaber (Kljestan), Clark (Casey) e Donovan; Davies e Altidore (Bornstein).
Técnico: Bob Bradley.
Brasil
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos (Daniel Alves); Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Elano) e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.
Técnico: Dunga





































































































































