Seleção da Série B: Poucos gols e um Guarani imbatível
Campinas, SP, 29 (AFI) – Os atacantes tiveram o pior desempenho, até agora, dentro do Campeonato Brasileiro da Série B. A 8.ª rodada foi marcada pelo baixo número de gols. Foram apenas 18 gols em 10 jogos, com a baixa média de 1,8 gol por jogo. Mas acabou marcada pelo recorde de aproveitamento do Guarani: 91,6% em oito rodadas, superando a marca anterior do Corinthians, ano passado, de 90,5%.
Confira:
Brasiliense fica colado ao imbatível Guarani
Curioso também lembrar que a Ponte Preta fechou a rodada em quarto lugar, portanto, também na zona de acesso para a Série A, ao lado do bem organizado Brasiliense e do arrojado Atlético-GO, que tem o melhor ataque, com 15 gols. Fora isso, confira os melhores da 8.ª rodada:
De outro lado, estariam sendo rebaixados para a Série C, Campinense, ABC, São Caetano e Paraná. Os dois primeiros parecem não ter solução, enquanto os últimos dois gastaram errado e não “deram liga” e vão sofrer para escapar.
Veja também:
A Seleção FI da sétima rodada, com direito ao derbi!
A Seleção FI conta com: Douglas (Guarani); Rafael Cruz (Atlético-GO), Cláudio Luiz (Brasiliense), Gum (Ponte Preta) e Edinho (Brasiliense); Robston (Atlético-GO), Rodriguinho (Guarani), Fabiano Gadelha (Ponte Preta) e Marco Antônio (Portuguesa); Marcelo Nicácio (Fortaleza) e Wellington Amorim (Ceará). Técnico: Giba (Fortaleza)
Goleiro: Douglas (Guarani) – É incrível o que vem jogando o goleiro bugrino. Contra o São Caetano ele fez três importantes defesas e, a última, foi uma das mais belas da temporada, garantindo a invencibilidade do Guarani. Após a cabeçada ele se atirou no canto esquerdo para dar um tapa na bola. As três emissoras de rádio de Campinas (Brasil, Bandeirantes e Central) foram unânimes em escolher o goleiro como melhor em campo. Com Douglas, cada defesa é um gol. Pelo menos na comemoração da exigente torcida do time campineiro.
Lateral-direito: Rafael Cruz (Atlético-GO) – Tem força e muita velocidade. Além disso, joga com inteligência e passa a ser uma válvula de escape para os atleticanos abrirem as defesas adversárias. Outra vez foi importante para o Atlético-GO, terceiro colocado, com 16 pontos e um detalhe importante: já marcou 15 gols ao lado do Fortaleza com melhor ataque da competição.
Zagueiro: Cláudio Luiz (Brasiliense) – Tem uma aplicação tática importante e cumpre rigorosamente as determinações do estrategista Roberval Davino. Contra o Paraná Clube, além de anular Malaquias, neutralizou qualquer investida da equipe paranista. E marcou o primeiro gol do Jacaré, de cabeça, afinal ele tem 1.98m de altura. Foi eleito o melhor em campo pela Rádio Banda B de Curitiba-PR.
Zagueiro: Gum (Ponte Preta) – Outra vez foi um gigante na
defesa da Macaca, na vitória de virada sobre o América, em Natal. Tem dominado as ações na defesa, exercendo forte liderança sobre os companheiros. E, quando tem chance, vai ao ataque para ajudar, principalmente nas bolas paradas – escanteios e faltas.
Lateral-esquerdo: Edinho (Brasiliense) – A regularidade é sua maior virtude, mesmo porque é eficiente na marcação e também se apresenta bem no ataque. Além disso, marcou um golaço na vitória sobre o Paraná, por 2 a 0, em Curitiba. Ajeitou a bola no peito, deu um chapéu na marcação de João Paulo e bateu com o pé direito, que não é seu forte.
Volante: Robston (Atlético-GO) – O futebol é cíclico. Em determinado período os jogadores mais exigidos são os laterais, em outro são os zagueiros-surpresas e agora parece ser a vez dos volantes que marcam e sabem sair para o jogo. Neste quesito, o volantão do Atlético tem sobrado. Além de marcar e armar as jogadas, ele tem feito gols. Foi assim na vitória, por 2 a 0, sobre o ABC, sábado à noite, no Serra Dourada. E já tinha sido na rodada anterior, na vitória no clássico sobre o Vila Nova, por 3 a 2.
Meia: Rodriguinho (Guarani) – Na maioria das vezes ele passa desapercebido em campo. Mas é o meia Rodriguinho que dá o ritmo ao líder e imbatível Guarani. Ele rouba a bola, arma as jogadas, faz a passagem e os lançamentos. Não é à toa que o time campineiro continua imbatível, com 22 pontos em oito jogos, com um incrível aproveitamento de 91,6% – maior do que do Corinthians, ano passado, nas oito primeiras rodadas, que era de 90,5%.
Meia: Fabiano Gadelha (Ponte Preta) – Jogando “em casa”, no
Nordeste, ele foi o “dono do jogo” na virada da Ponte Preta sobre o América, em Natal, que estava bem desfalcado. Além de ser importante com a bola nos pés, Gadelha ajudou também o coletivo, voltando para marcar e dividindo a responsabilidade de marcação com seus companheiros.
Meia: Marco Antônio (Portuguesa) – Deu o ritmo ao meio-campo da Portuguesa que foi até Bragança Paulista buscar a reabilitação, após o tropeço em casa para o Brasiliense, por 1 a 0. A vitória da Lusa sobre o Bragantino, por 2 a 1, foi justa e, em parte, graças ao empenho de seu meia, que comandou o jogo.
Atacante: Marcelo Nicácio (Fortaleza) – A reação do Fortaleza no campeonato também está diretamente ligada à presença marcante de seu artilheiro, que não tem passado nenhum jogo em branco. Ele marcou o único gol da vitória importante sobre o Ipatinga, no interior mineiro. Nicácio divide a artilheiro do tricolor cearense, com quatro gols, com o companheiro Luis Carlos. E o curioso é que o ataque do Fortaleza é o melhor da competição, com 15 gols, ao lado do Brasiliense, vice-líder. O Fortaleza, porém, sofreu 16 gols, numa mostra de seu desequilíbrio nas primeiras rodadas.
Atacante: Wellington Amorim (Ceará) – A rodada, definitivamente, não foi dos atacantes, talvez, bem marcados pelos defensores. E mesmo sem marcar gol, Amorim foi importante para o ataque cearense que só conseguiu abrir espaços na defesa do Campinense nos últimos minutos do jogo realizado no Castelão. A vitória, por 2 a 0, porém, acabou seno justa.
Técnico: Giba (Fortaleza) – É o grande responsável pela
fantástica reação do tricolor cearense dentro da competição. Venceu os últimos três jogos, mas somou 10 pontos nos últimos quatro jogos. Ou seja, em 12 pontos, faturou 10. E o time envolvido é o Fortaleza, que está longe de ser o líder Guarani, do pé quente Vadão, ou o vice-líder Brasiliense, bem dirigido por Roberval Davino. Com muito trabalho e inteligência, Giba merece mesmo ser escolhido desta vez.





































































































































