Opinião Roger Willians: No Decio Vitta ninguém ganha do Tigrão

Americana, SP, 13 (AFI) – Há 10 meses que o Tigre não perde no seu estádio. A última equipe a desbancar o Rio Branco, em Americana, foi o São Bento, de Sorocaba, em 12 de setembro de 2008, por 1 a 0.

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Foram 19 jogos, sendo nove vitórias e dez empates. Cinco jogos foram pela Copa Paulista, outros 13 pelo Paulista da Série A2 deste ano e um (empate com o União Barbarense) pela Copa Paulista também deste ano. O fato curioso é que o time só perdeu duas partidas em 2009, para o Monte Azul na final do Paulista e novamente para o São Bento, mas, dessa vez, em Sorocaba.

Além disso, o aproveitamento nos últimos 23 jogos como mandante é surpreendente. O Tigre venceu 12 e empatou dez e perdeu apenas uma.

Que garra, meu amigo!
Jogar no sábado, tendo se apresentado na terça, encarar o maior rival bem preparado e montado, um gramado pesado pelas chuvas, uma arbitragem no mínimo estranha, além de uma torcida visitante em maior número e ainda mostrar que poderia ter ganhado. Esse é o time cometa Halley (um a cada 76 anos) do Rio Branco.

A raça e a vontade de um elenco sem preparo físico, com desfalques e quase sem treinar, é digna de reconhecimento público. Chegou um momento do jogo, inclusive, que o Tigre teve mais pulmão que o União. E olha que algumas pessoas em Santa Bárbara falavam em goleada, superioridade unionista e essas besteiras todas que nunca se deve falar publicamente antes de um derbi…

Rotta, com toda sua humildade, respeitou o União, honrou o derbi e, apenas por uma desatenção, saiu sem a vitória.

Quase cinco anos sem perder derbis
No dia 2 de outubro de 2004 ocorreu a última derrota do Rio Branco para seu maior rival, o União Barbarense. Na ocasião, jogando em casa, o Leão bateu o Tigre por 3 a 1, pela Série C. Houve um intervalo de pouco mais de dois anos sem confrontos.

De lá pra cá foram cinco jogos, com três empates e duas vitórias do time de Americana. Uma dessas vitórias foi o histórico 6 a 0 pela série C de 2006, em plena Santa Bárbara d’Oeste. O alvinegro americanense marcou 12 gols e sofreu apenas quatro nesse período de tabu.

Na história do derbi, já no profissionalismo, nenhuma vez uma equipe havia ficado cinco anos sem vencer o rival. A marca entra para os anais desse incrível duelo.

Lembrando que de 1986 a 1999 não tivemos esse duelo, afinal, as duas equipes estavam em divisões diferentes, portanto, a mesma comparação ficaria distorcida.

Lincom vai ou fica?
Se o maior artilheiro da história do Rio Branco vai ou fica não se sabe. Acho que ficará. Independente disso caberia ao clube uma homenagem a ele e, por que não, ao querido Geime Rotta.

Ainda há tempo para isso. Levar ambos à maravilhosa Sede Náutica seria um bom começo. Aliás, seria legal levar todo o elenco para que os sócios se familiarizem e vejam os ídolos de perto. Isso nunca foi feito.

Basta lembrar que Lincom fez 34 gols com a camisa do Rio Branco, se tornando o maior artilheiro do time, ao lado de Marcelinho Paraíba, hoje, no Coritiba. Ele fez 20 gols apenas na Série A2 deste ano, oito na Copa Paulista do ano passado, e três na Série A2 do mesmo ano.

Acorda!
No derbi, os ingressos tiveram o valor de R$ 10,00 antecipados e R$ 20,00 na hora. Para guardar o carro no estádio o valor cobrado foi de R$ 10,00. Espero mudanças da diretoria com relação a esses valores, pois são absurdos, para não dizer ridículos para uma Copa Paulista. O resultado que se viu foi a presença de 406 pagantes.

Porém, esse não foi o pior público da história do duelo. Na antiga Copa Federação em 2004 tivemos públicos horríveis tanto em Americana quanto em Santa Bárbara, 147 (menor público em derbis de todos os tempos) e 303 torcedores, respectivamente.

Números bem distantes dos 9.636 torcedores que lotaram o então Riobrancão (usou esse nome até 86), em 2 de maio de 1982, para assistir a bela vitória do Tigre por 2 a 0, com gols de Zé Roberto e Dau. Esse foi o público recorde em derbis.

Rápidas
– Pelo vice-campeonato da A2, o Tigre teria direito ao prêmio de R$ 50 mil da FPF. Como ficou essa situação, diretoria?

– Marcinho, lateral esquerdo revelado pelo Tigre, passando por Grêmio e Cruzeiro está de volta ao clube, treinando para recuperar a forma física e quem sabe ser aproveitado. Marcinho é protagonista de uma das entrevistas em rádio mais hilárias de todos os tempos por conta de um problema intestinal.

– Nesse caso polêmico da ampliação do Estádio Décio Vitta, a previsão mais lógica seria a construção de um lance de arquibancada utilizando o famoso barrancão, que ficaria parecido com um tobogã próximo ao alojamento das categorias de base. Segundo Luiz Peninha, nesse local não haveria necessidade de grande movimentação de terra.

– Abraços para três amigos que trabalham no futebol de Campinas: Vander Batistela, Juninho Chávare e Fabiano Gadelha.