Palmeiras de luto: morre ex-jogador da década de 60

Recife, PE, 26 (AFI) – Morreu na noite desse sábado, o ex-jogador de futebol José Ferreira Franco, conhecido como Zequinha, pernambucano que brilhou vestindo a camisa do Palmeiras nas décadas de 50 e 60. Jogava como médio, como se dizia na época, ou atual volante ou meio-campo.

Ele estava internado em um hospital particular do Recife e morreu de falência múltipla dos órgãos. O velório foi realizado neste domingo no Cemitério Bom Jesus da Redenção, no bairro de Santo Amaro, área central da capital. O sepultamento do ex-jogador será realizado às 11h desta segunda-feira (27).

A carreira
Zequinha nasceu em 1934 (tinha 74 anos) e começou a carreira como jogador profissional aos 20 anos no Alto Esporte Clube, da Paraíba. Entre 1955 e 1957 jogou no Santa Cruz e de 1958 a 1968 no Palmeiras.

Encerrou a carreira no Náutico em 1970.Zequinha, médio, natural de Recife-PE, chegou ao Palmeiras com 23 anos trazido do Santa Cruz e atuou entre 1958 e 1968. Campeão do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967), Taça Brasil (1960 e 1967), Rio-SP (1965) e Paulista (1959, 1963 e 1966).

Palavras recentes
Entrevistado recentemente pela assessoria de imprensa do Palmeiras, o médio Zequinha destacou que o Palmeiras sempre respeitou e tratou seus atletas com a maior dignidade.

“Não tinha distinção nenhuma. O Palmeiras sempre foi caracterizado por ser um clube italiano, mas seus dirigentes e torcedores jamais incorporaram o bairrismo ou coisa do tipo, muito pelo contrário. O Palmeiras sempre foi muito brasileiro e, porque não, nordestino?!. Afinal, foram muitos craques que passaram pelo clube nascidos em Pernambuco“, lembrava o ex-jogado.

Zequinha atuou no Verdão entre os anos de 1958 e 1968 e atualmente vivia em Recife com a família. Ele contava na época, como foi o período de adaptação em São Paulo.

Eu jogava pelo Santa Cruz e a proposta do Palmeiras foi muito boa. Eu tinha apenas 23 anos e sabia dos desafios de morar em São Paulo. Mas, naquela época, o clube já era uma das potências do futebol brasileiro e até mundial. Um dos poucos que batia de frente com o Santos do Pelé. Foi uma honra e um privilégio muito grande ter jogado por 10 anos no Palmeiras e ter feito parte da primeira Academia do Filpo Nuñes.”