FI 10 anos: Jornalista explica que FI é igual a Faculdade

Campinas, SP, 29 (AFI) – Comemorando seus dez anos em 2009, o Portal Futebol Interior continua recebendo os depoimentos de quem fez parte e ajudou a construir esta história. Desta vez, será Leonardo Fermiano (foto), que passou pela redação do Portal FI de 2005 a 2007.

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Quando me perguntam onde fiz faculdade de jornalismo imediatamente respondo: na PUCCAMP e no Portal Futebol Interior. Todos perguntam: Por quê? E eu explico:

Era meu primeiro ano de universidade (dezembro de 2004) quando surgiu uma vaga na redação do FI. Apaixonado por futebol e admirador do portal, passei por entrevistas e conquistei a vaga. A partir daí, tudo começou a ficar mais claro em relação à profissão.

Na faculdade de jornalismo você aprende muita coisa sobre o exercício da profissão, seja em aula prática seja em aula teórica. Mas quando se fala em prática, em exercer jornalismo, é preciso que se esteja incluído no mercado de trabalho, dentro de uma redação jornalística.

Foi em 2007, no meu segundo ano de Futebol Interior, que pude dizer: sou um jornalista.

Eram mais ou menos 19 horas de uma terça ou quarta-feira, quando meu editor chefe, Arthur Eugênio, escalou-me para um desafio: fazer uma matéria sobre uma notícia que havia chegado com exclusividade à redação FI: um jogador da primeira divisão do futebol paulista havia alterado sua identidade: o famoso ‘gato’.

Uma descoberta dessas causa repercussão nacional. Entusiasmado com a oportunidade, entrei em contato com a fonte e anotei tudo. Logo em seguida liguei para o volante Emerson, do Sertãozinho, o jogador acusado. Nossa conversa foi esclarecedora. Ele assumiu a troca de identidade com o irmão, explicando-me em detalhes como o fato ocorreu. Escrevi o texto e, na mesma noite, publicamos no Futebol Interior.

Os acessos dos internautas à notícia aumentavam exponencialmente. Outros sites começaram a nos ligar, e a matéria foi publicada nos mais diferentes veículos de comunicação. No dia seguinte, em muitos dos jornais mais vendidos do Brasil, estava minha notícia estampada em todas as capas dos cadernos de esportes. Foi quando percebi que, mesmo estando apenas no segundo ano de faculdade, tinha conseguido colher e checar as informações de alta complexidade que me fizeram dar um furo nacional, o que, na verdade, é o desejo de todo jornalista.

Descrevi essa experiência para destacar a importância do Futebol Interior em minha formação profissional. Não tenho dúvidas de que é imprescindível cursar uma faculdade de jornalismo, porém acredito que um jornalista só se torna jornalista exercendo a profissão. E foi no Futebol Interior que aprendi a fazer jornalismo.

Atualmente trabalho em assessoria de imprensa, na Ferroviária S/A e na Unimed de Araraquara.

Abraços a todos.