Sem palmeirenses, Seleção do Brasileiro vem com nove artilheiros
Campinas, SP, 03 (AFI) – A 16ª rodada do Campeonato Brasileiro aconteceu neste final de semana e teve algumas surpresas. O embalado Avaí conseguiu segurar o Timão diante de sua Fiel torcida. No Maracanã, o Náutico, que começou a rodada na lanterna, estava ganhando do Flamengo até os 36 minutos, quando sofreu o gol de empate. Enquanto isso, Goiás e São Paulo venceram Santo André e Vitória, respectivamente, e continuam subindo posições.
Confira:
Novo líder, zagueiro artilheiro e goleadores na Seleção FI
A Seleção do Futebol Interior segue a linha de que todo o time começa por um bom goleiro. A muralha da rodada foi Eduardo Martini, do Avaí, que fez grandes defesas no Pacaembu. Com laterais artilheiros, Leonardo Moura e Julio Cesar, a defesa é composta com André Dias e Réver. No meio-de-campo, Jonilson, Renan Oliveira e Paulo Baier se destacaram. Já o ataque é formado pelo trio: André Lima, Maxi López e Dagoberto. O comandante é Hélio dos Anjos, do Goiás.
A Seleção FI chega no 4-3-3 e com a seguinte formação: Eduardo Martini; Leonardo Moura, André Dias, Réver e Julio Cesar; Jonilson, Renan Oliveira e Paulo Baier; André Lima, Maxi López e Dagoberto. Técnico: Hélio dos Anjos.
Confira a Seleção FI:
Goleiro: Eduardo Martini (Avaí) – Foi a muralha da rodada. Com pelo menos cinco defesas difíceis, o jogador impediu que o Corinthians conquistasse os três pontos e frustrou a Fiel torcida. Com isso, o Avaí manteve o embalo e chegou ao sexto jogo sem derrota.
Lateral-direito: Leonardo Moura (Flamengo) – Foi um dos melhores da equipe rubronegra contra o Náutico, mas mesmo assim foi vaiado pela torcida que compareceu ao Maracanã. Calou a boca dos críticos ao fazer o gol de empate aos 36 minutos da segundo etapa.
Zagueiro: Réver (Grêmio) – Sempre seguro na zaga, fez o gol de empate logo no começo do segundo tempo, aproveitando cobrança de escanteio de Souza. Após as duas expulsões do Cruzeiro, teve mais tranquilidade no setor defensivo.
Zagueiro: André Dias (São Paulo) – Mesmo sem o seu companheiro Miranda, que estava suspenso, o jogador mostrou ser um verdadeiro líder em campo. Com desarmes precisos e sem dar espaços para os atacantes do Vitória, impediu a pressão do adversário ao gol de Dênis.
Lateral-esquerdo: Júlio César (Goiás) – Foi o grande nome do Goiás na quinta vitória consecutiva neste Brasileirão, desta vez contra o Santo André. O lateral deu a assistência para o gol de Iarley, que garantiu o empate, e nos acréscimos marcou o gol da vitória, em belo toque por cima do goleiro.
Volante: Jonílson (Atlético-MG) – Tratado como dispensável pelo Vasco, jogou até pelo Botafogo-SP no Campeonato Paulista antes de se firmar no Atlético-MG. Em Belo Horizonte, encontrou o seu lugar. Contra o Coritiba, maercou o gol que abriu a vitória, apesar de não ter muito a sua cara balançar as redes.
Meia: Paulo Baier (Atlético-PR) – Em nada lembrava aquele jogador que fez a diferença pelo Goiás no Brasileirão de 2005. Mais velho e menos rápido, o camisa 10 foi o destaque do Atlético-PR pelo gol marcado na vitória sobre o Fluminense. O gol deixou o Furacão mais perto de sair da zona de rebaixamento e afundou ainda mais os cariocas.
Meia: Renan Oliveira (Atlético-MG) – Foi o destaque do Galo na campanha do Brasileiro do ano passado, sempre como camisa 10 da equipe. Neste ano, se contundiu muito e não teve a chamada seqüência de jogos. Contra o Coritiba, entrou no segundo tempo e mostrou que tem estrela, ao marcar o gol que garantiu a vitória no final.
Atacante: Dagoberto (São Paulo) – Já entrou na Seleção FI da rodada passada, mas é impossível não notar seu crescimento de tempos para cá. Com Ricardo Gomes, ganhou lugar na equipe titular e parece corresponder em campo. Apesar de não ter cacoete de fazedor de gols, fez dois contra o Grêmio e marcou outro golaço contra o Vitória.
Atacante: André Lima (Botafogo) – Grosso nos tempos de São Paulo, o centroavante provou que o Botafogo é mesmo sua casa. Sem estar impedido, fez dois gols e garantiu a vitória botafoguense sobre o Barueri, no Engenhão. O sábado seria perfeito se ele não recebesse o terceiro cartão amarelo, que o tira da partida contra o próprio São Paulo, seu ex-clube. “Era o jogo da minha vida”, lamentou o atacante. Fica para a próxima…
Atacante: Maxi López (Grêmio) – Apesar de não ter um clima muito bom com os outros jogadores gremistas, Maxi López decide em campo e por isso é adorado pela torcida. Contra o Grêmio, participou ativamente da partida, perdeu algumas chances, mas deixou a sua marca no fim.
Técnico: Hélio dos Anjos (Goiás) – A seqüência de cinco vitórias do Goiás tem o dedo de Hélio dos Anjos. O polêmico treinador deu moral a jogadores refugos, como Ramalho, Júlio César e Iarley, e os recuperou. Além disso, formou um time interessante com mescla entre jovens revelados no próprio clube e veteranos.





































































































































