Carneiro chama juiz de merda e denuncia ação pró Campinas

Campinas, SP, 15 (AFI) – Bem ao seu estilo falastrão, o gestor de futebol do Bahia, Paulo Carneiro, que um dia já foi presidente do Carneiro 0001 130Vitória, soltou o verbo após a derrota para o Guarani, por 2 a 1, neste sábado, em Campinas, pela 18.ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B. O cartola bateu pesado no confuso árbitro cearense, Francisco de Assis Almeida Filho. E disse que a Comissão de Arbitragem está favorecendo os dois times de Campinas: Guarani e Ponte Preta.

“Vão deixar esse juiz de merda na geladeira. E aí botam outro pra roubar. De que adianta?”, indagou Carneiro, garantindo que não adianta o Bahia reclamar na CBF apenas por ofício ou através da Federação Baiana. Ele defende uma ação mais direta de todos, ao estilo “olho no olho”.

Ação de Virgílio e Federação
E clama por uma ação mais efetiva de Virgilio Elísio, diretor técnico da CBF, que já foi membro da diretoria do própria Bahia e também da Federação Baiana de Futebol.

virgilo 002 ori“O Virgílio Elísio (foto) não pode ficar assistindo o Bahia ser prejudicado e olhar com esse ar de admiração a cada reclamação que fazemos. Ele precisa tomar uma atitude”, bradou Carneiro.

Carneiro também apelou para que o atual presidente da FBF, Ednaldo Rodrigues, tome uma atitude.

“O Ednaldo precisa se mobilizar. Não adianta só representar. Essa conversa tem que ser no olho”, finalizou.

Protegendo Guarani e Ponte
Carneiro disse não ter dúvidas que o árbitro cearense foi escalado “para proteger o Guarani”.

“Eu recebi informações de que o Guarani e a Ponte Preta estão trabalhando nos bastidores e as arbitragens são sempre favoráveis aos clubes paulistas”, reclamou Carneiro. Isso, porque na terça-feira passada, o Bahia empatou em casa, por 2 a 2, com a Ponte Preta.

O presidente da Comissão Nacional de Arbitragem é o paulista Sérgio Corrêa.

Muitos erros
Carneiro só não lembrou os erros que ele próprio cometeu nesta temporada no Bahia. Demorou para formar o elenco, gastou muito a ponto da folha salarial girar em torno de R$ 800 mil e alguns jogadores que vieram decepcionaram.

Depois disso, a diretoria não bateu pé, como deveria, no fortalecimento de um treinador. Começou com Alexandre Gallo, depois passou para Paulo Comelli, que ameaçou uma reação, com duas vitórias, um empate e duas derrotas, e de repente, apareceu no clube com Sérgio Guedes, ex-Santo André, a tiracolo. Guedes ainda não venceu, com um empate e duas derrotas.

Guedes, ainda com estigma de pé frio para os tricolores, lamentou o que viveu no Brinco de Ouro, em Campinas.

“Lamentamos ver um juiz marcando com convicção para o Guarani e com pouca vontade para apitar para o Bahia”.

O Bahia mostrou ser um bom time em Campinas. Jogou bem e quase evitou a derrota. Além disso, teve contra si, um pênalti duvidoso marcado para o Guarani (1 a 0 com Ricardo Xavier) e um gol anulado, de forma errada, quando o jogo estava 2 a 1.