Opinião Alberto César: Metade do caminho foi cumprido
Campinas, SP, 17 (AFI) – Se o Campeonato Brasileiro da Série B fosse de turno único, o Guarani já teria subido. Acontece que o “se” no futebol não existe, ou por outra, só existe no futuro. Mas o que já foi realizado dá mostras efetivas de que o Bugre reúne todas as
condições de conseguir o acesso esse ano.
Depois de um começo arrasador e um período de turbulência a equipe retoma a boa condição inicial e volta a vencer na competição. O futebol apresentado não é dos melhores, mas qual está sendo?
Não há, no momento, nenhuma equipe que possa bater no peito e dizer que está apresentando um futebol muito acima da média. Por isso o que o Guarani vem fazendo tem dado aos seus torcedores muita esperança de conquistar uma das quatro vagas ao final do campeonato.
As duas últimas vitórias fizeram o torcedor e parte da imprensa esquecer um pouco o Rodriguinho. Tudo era por que o Rodriguinho não estava jogando, em razão de uma cirurgia no joelho. Sempre defendi que não adianta chorar o leite derramado. Era preciso encontrar uma alternativa de jogo que viabilizasse um esquema sem o atleta.
E é, exatamente por isso, que o time tem um dos mais destacados técnicos do Brasil. Em termos de série B é inquestionável que o Vadão é “top line”. Com qualquer resultado no último jogo do primeiro turno o Guarani termina entre os quatro. Se vencer, e aí o “se” vale, chegará aos 37 pontos e terá o caminho, rumo ao acesso, facilitado.
Bonita atitude
Foi bonita a atitude do goleiro Douglas, que em entrevista coletiva ofereceu a vitória do time aos funcionários do clube que estão com dois meses de salários atrasados. Douglas lembrou que quem ganha de um a dois salários por mês fica em situação muito complicada sem os vencimentos em dia. Já é difícil para quem ganha muito, imagine para quem ganha muito pouco.
O presidente Leonel defendeu ao longo de sua campanha e mesmo após a posse que jamais daria o passo maior que a perna.
Reconheço que com passos muito modestos não se chega a lugar nenhum, no entanto, vejo com ressalvas o arrojo que sacrifica os mais humildes. O dinheiro gasto com Mário César, no tempo que ficou afastado e com Fernando Gaúcho que ainda está, poderia colocar em dia os vencimentos de muitos funcionários.
Os jogadores, no entanto, nada tem a ver com isso. Mais do nunca tenho certeza que faltou habilidade da diretoria para tratar esses casos.
Um abraço e muita sorte!





































































































































