A Pampa parou com o esporte!

Nesta minha coluna quero lamentar muito o fato da rádio Pampa de Porto Alegre parar com o esporte

Nesta minha coluna quero lamentar muito o fato da rádio Pampa de Porto Alegre parar com o esporte. Tive um pequeno convívio com os componentes de esporte da emissora, mas suficiente para admirá-los e reconhecê-los, como grandes profissionais. Entendo, também, que os motivos que levaram a direção da emissora a tomar esta decisão são fortes, porém, avalio, insuficientes para quebrar um tradição de tantos anos da Pampa. Talvez estejamos vivendo somente um período, muito curto espero, para o início de uma retomada vitoriosa.
A rádio Pampa é muito grande e com certeza, não precisa do respaldo de ninguém para seguir o caminho da vitória. Muitos profissionais estão desempregados e milhares e ouvintes estão decepcionados. O futebol do Rio Grande do Sul é um dos melhores do Brasil. O Internacional é simplesmente o campeão do mundo, o Grêmio está revigorado depois que voltou ao seu devido lugar. É inadmissível que o esporte de uma rádio em Porto Alegre não seja lucrativo.

Faço rádio em Campinas, com os times em baixa, o Guarani acumulando rebaixamentos e a Ponte Preta, rebaixada também no último Brasileiro e estamos vivendo! Torço para que tudo isso passe logo e que a rádio Pampa, que me recebeu tão bem e me deu a oportunidade de narrar a Copa da Alemanha, volte logo ao cenário esportivo e seja mais uma grande opção para o ouvinte gaúcho. Aos meus amigos que perderam o emprego com esta decisão apresento a minha solidariedade.

Se a organização tiver receio de reiniciar um trabalho no segmento esportivo que, ao menos, propicie a alguém, eventualmente entre os atuais ou ex-funcionários, a chance de empreender o departamento da emissora. Sem pedidas leoninas ou abusadas, mas honestas, para que não se tire do ouvinte o prazer democrático de escolher qual rádio deseja ouvir e permita ao empreendedor a oportunidade de gerir empregos, viabilizar o comercial e manter a tradição de um dos mais consagrados prefixos do rádio gaúcho.

Peço, ao finalizar, que o Dr. Paulo Sérgio Pinto, a quem aprendi a admirar pelo talento e visão administrativa, que seja verdadeiramente o grande comandante desta batalha e se envolva num processo de reconstrução do departamento. A continuidade do esporte ou de outros segmentos extintos, ainda que com menos componentes e uma estrutura mais humilde, seria uma demonstração de sabedoria e sensatez, neste momento tão difícil. Que os diretores da Pampa sejam iluminados! Que façam tudo, segundo a voz da consciência!

Um abraço e boa sorte!