Futebol de Campinas cresceu!
O futebol campineiro vive um dos seus melhores momentos dos últimos anos.
O futebol campineiro vive um dos seus melhores momentos dos últimos anos. O Guarani teve uma importância grande neste crescimento, ao conseguir se recuperar bem e se classificar para as partidas finais da Série A-2 do Paulista. Da mesma forma que derrubou a média de aproveitamento do futebol de Campinas, o Bugre, hoje, contribuiu muito para mudar o panorama da cidade.
A Ponte, que embora tivesse caído no ano passado e não tenha tido um início de temporada, esteve longe de apresentar um futebol abaixo da crítica, como fez o Guarani, que acumulou vários rebaixamentos.
Campinas já foi chamada de “Capital Nacional do Futebol”, pelas conquistas de seus clubes, mas ultimamente a cidade foi motivo de gozação pelos insucessos e desmandos. Hoje, embora longe do prestígio e da categoria do passado, Ponte e Guarani estão dando mostras de reação e motivando novamente suas torcida a discutir futebol nos bares e a ensaiar as provocações que mantêm acesa a chama da rivalidade.
O comércio melhora com o futebol em alta. Muitos segmentos da sociedade estão, direta ou indiretamente, ligados ao futebol. A imprensa de Campinas nunca dedicou tanto espaço para futebol, como agora. São as emissoras de TV com programas regionais, muitos sites especializados, jornais com várias páginas esportivas, rádios com horas e horas de programação esportiva, a rádio Central, por exemplo, dedica no mínimo quatro horas e meia de esporte na sua grade, enfim muita gente trabalhando, informando e tratando o futebol com profissionalismo.
Vejo Ponte e Guarani com muito otimismo. Acho que o Bugre sobe para a Série A-1 e a Ponte fica com o título do interior. Está mais do que na hora destas equipes recuperarem o prestígio e força, que impuseram respeito a todos os seus adversários. A chegada dos atuais treinadores foram responsáveis diretos pelo salto de qualidade dos times.
Carbone conseguiu com algumas mudanças e bastante coragem para lançar jovens valores, fazer o time jogar com mais disciplina tática, e muita vibração. Hoje, tido como “paizão”, ele tem o elenco na mão. Respeito, disciplina e aplicação, são fatores preponderantes e indispensáveis para o bom andamento do time.
Na Ponte Preta a chegada de Nelsinho Baptista deu ao elenco mais segurança. Respeitado e vencedor na carreira de técnico, Nelsinho mudou o estilo do time jogar e impôs sua condição de líder. As contratações solicitadas foram poucas, mas proveitosas.
A Série A-1 é mais difícil que a Série A-2 e a chegada do Nelsinho foi um pouco tarde, a equipe já havia perdido muito tempo. Os resultados negativos foram muitos e impediram uma melhor campanha que, ao menos, valesse a classificação entre os quatro melhores.
Já em relação ao Guarani, além do trabalho do Carbone, o nível da competição é mais baixo e o bugre, mais acertado que seus adversários, chegou com certa folga à segunda fase da competição.
O momento do futebol campineiro não pode, é verdade, encobrir os erros que até então eram evidentes nas duas equipes. Sabemos que muita coisa precisa ser acertada no setor administrativo. Ninguém se esqueceu dos problemas e eles não foram solucionados. Os gols mascaram, por hora as dificuldades, mas não resolvem de vez os problemas, portanto precisamos mandar a bola na rede, mas ter ciência e disposição para resolver a situação do clube.
De qualquer forma estamos felizes em Campinas. Faz algum tempo que não falamos em rebaixamento e isso é muito bom. Se o bugre subir e a macaca chegar ao título do interior Campinas volta a ser notícia boa no cenário esportivo nacional. Assim esperamos!
Um abraço e boa sorte!





































































































































