São Paulo, Brasileirão e Portuguesa por Eduardo Affonso

Tem muita gente ligada diretamente ao presidente Juvenal Juvêncio contestando o trabalho do técnico Muricy Ramalho no comando tricolor.

E essa pressão aumentou consideravelmente após a eliminação da equipe de forma prematura na Libertadores. O próprio diretor de futebol, Leco, foi pouco preciso em suas declarações no estádio Olímpico a respeito da permanência de Muricy.

Eu não credito ao treinador total responsabilidade pelo fiasco. Ele comete erros que todos cometem, na mesma proporção que acerta. O problema é que o time do São Paulo teve um decréscimo de qualidade em relação ao ano passado.

Muricy anda sim mal humorado demais, talvez desgastado pelo tempo que está à frente da equipe. Quando o time ganha o comportamento é arredio, mas valorizando o grupo e o trabalho da comissão.

Mas quando perde, a culpa parece ser sempre da imprensa. As perguntas nunca agradam e são respondidas de forma ríspida. O que não tira os méritos do seu trabalho dentro de campo.

O que também vem pesando neste momento de maus resultados é o fato de Paulo Autuori estar à disposição no mercado. Este é um profissional que agrada aos descontentes.

As primeiras rodadas do Brasileiro vão definir o quanto o presidente pode sustentar o treinador no cargo. E a estréia é das piores, contra o bom Goiás e sem o apoio da torcida.

Em Porto Alegre, porém, Muricy é adorado pela parte colorada da cidade. Com todos os torcedores do Inter que conversei nestes 3 dias que lá estive, o treinador é unanimidade.

Muitos chegam a afirmar que embora Abel Braga tenha conquistado a Libertadores e o Mundial, isso só aconteceu porque Muricy deixou a equipe pronta.

Por falar na capital gaúcha, quando estava retornando a São Paulo, duas noticias me surpreenderam. A primeira, dando certa a venda de Lucas para o Liverpool por quase 10 milhões de euros. Caso aconteça mesmo, o tricolor gaúcho acertou na Mega Sena.

A outra me deixou preocupado: uma certa resistência ao trabalho de Gallo, que mal chegou ao Inter. O fato de Gallo ser muito ligado a Luxemburgo preocupa os gaúchos, principalmente em aspectos fora de campo.

Tanto que já corria uma história que o preparador físico do Inter, Manoel Faleiros, trazido por Gallo e indicado por Luxemburgo, teria colocado um parente para jogar no Inter B.

O comportamento da torcida do Grêmio foi fantástico. Primeiro, pela quase lotação total do Olímpico e depois pelo apoio incondicional durante os 90 minutos.Em São Paulo e no Rio não existe nenhuma torcida que tenha esse apetite de torcer. Ë um estilo argentino de apoiar a equipe.

Bayer de Munique, Olimpiakos da Grécia e um time da Espanha são os candidatos à contratação de Zé Roberto, porem o jogador quer ficar no Peixe pelo menos ate o final do ano.

A falta de um atacante esta deixando o técnico Caio Junior preocupado no Palmeiras. Dorival Junior, novo treinador do Cruzeiro, não quer liberar Rômulo.

Vai ser complicada a estréia do time no Brasileiro. Contra um Flamengo arrebentado pela eliminação na Libertadores.

Foi lindo ver o Canindé quase lotado no ultimo domingo, quando a Lusa, de forma merecida conquistou o titulo da Série A2 do Paulistão.

O torcedor rubro-verde saiu da toca e prestigiou a equipe, que agora entra com moral para a disputa do Brasileirao da serie B.

Mas gostaria de lembrar aqueles que querem fazer da atual diretoria a verdadeira responsável pelo acesso, que eles não fizeram mais que a obrigação, afinal de contas reparam aquilo de ruim que haviam cometido no ano passado.

Méritos para o técnico Wagner Benazzi, para os jogadores, para alguns abnegados e principalmente para a torcida que sofreu demais nos últimos anos.

Conversei com pessoas ligadas ao técnico Gallo, que está no Inter de Porto Alegre, e o treinador se mostrou surpreso com as notícias que me foram passadas pela imprensa gaúcha, que ele estaria indicando parentes do preparador físico Manoel Faleiros para o Inter B.

Segundo Gallo, isso jamais existiu e jamais existirá, porque não é seu método de trabalho. Ele desconhece de onde surgiram essas noticiais, que podem atrapalhar seu trabalho no comando da equipe Colorada.

O fato também me causou surpresa, como deixei claro na coluna, porque conheço o trabalho do ex-atleta e agora técnico desde sua passagem pela Lusa em 1996 e ele nunca me passou a impressão que se sujeitaria a este tipo de atitude.

Mas, como recebi as informações de repórteres gaúchos que tenho como fontes confiáveis, até pelo tempo de trabalho e pelas emissoras que representam, publiquei a noticia, agora retificada neste espaço.