A aventura dos brasileiros na Copa América da Venezuela
A aventura dos brasileiros na Copa América da Venezuela
Estou na Venezuela há quase uma semana, acompanhando a Copa América. E vou aproveitar este espaço para relatar algumas curiosidades da terra de Hugo Chaves.
Aqui o governo deu uma boa maquiada nas cidades. Principalmente no quesito segurança. O Exército esta nas ruas e aparentemente tudo é muito seguro. Mas não é bem assim.
A frase mais ouvida pelos jornalistas é a seguinte: “No se puede”. No se puede isto, nem aquilo. Nada se puede. Por isso já aconteceram muitas discussões entre os profissionais brasileiros e os soldados.
O povo venezuelano não é muito ligado em futebol. Em compensação, o beisebol é uma mania nacional. Ao perguntar aos taxistas sobre suas preferências, eles sempre citam um time de beisebol.
Em Puerto La Cruz, onde o Brasil está sediado na primeira fase, fora as placas institucionais do governo espalhadas pela cidade e as obras do estádio, a Copa América estava bem em segundo plano.
Já em Puerto Ordaz, há 700 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima, o clima era de competição. O povo estava mais ligado e a nossa seleção chegou a ser assediada nos treinos e no Hotel.
Pena que em campo foi aquele vexame. Os mexicanos deitaram e rolaram. Estamos virando fregueses dos “muchachos”. Até os jornalistas mexicanos tripudiam em cima da imprensa brasileira. Que vergonha!
Frase mais ouvida de Dunga e dos jogadores após a derrota: ‘Estamos no caminho certo’. Agora é saber para onde leva esse caminho.
A noite foi tão desastrosa, que os erros já apareceram na divulgação errada da escalação, com Helton como titular e Doni na reserva. Uma falha, segundo o assessor Rodrigo Paiva, da própria assessoria de imprensa da CBF.
Chilenos e Equatorianos já falam em derrotar nossa seleção. Sair na primeira fase desta Copa América seria o fim de Dunga no comando da equipe.
Dunga que, aliás, foi muito mal num episódio com o jornalista Rodrigo Bueno, da Folha de São Paulo. O repórter estava fazendo uma matéria sobre a amizade de técnicos e empresários, e ao perguntar a Dunga sobre este assunto recebeu como resposta: ‘Na imprensa só tem mentiroso e incompetente’. Péssimo dos péssimos.
O estádio de Puerto Ordaz é muito moderno. Com capacidade para 42 mil pessoas, esta internamente pronto para jogos oficiais da FIFA. Bem diferente dos nossos.
Já do Puerto La Cruz, ainda não está pronto. O designe é bem moderno, mas creio que não estará a altura do palco de estréia do Brasil.
Os hotéis da Venezuela não têm frigobar nos quartos. E olha que o calor é imenso. Por isso os brasileiros estão sofrendo, principalmente à noite, em busca de água gelada.
Já os carros, são um capitulo a parte, principalmente em Puerto La Cruz. Existem carros novos sim, até melhores que os que rodam no Brasil, mas em compensação os velhos estão caindo aos pedaços. Parece uma corrida maluca.
A cor predominante é ferrugem. Fora aqueles quem tem cinco ou seis cores, verdadeiros arco-íris. E quase todos batidos. Ai vale para os novos e velhos.
Uma boa noticia durante a derrota do Brasil quem recebeu foi o repórter Anderson Cheni, da radio Globo de São Paulo. Nasceu seu segundo filho, ai no Brasil. Foi uma festa muito grande.
Uma equipe de externa da TV Globo veio do Brasil até aqui de caminhão. Isso mesmo. Vôo rasteiro. Foram 17 dias de viagem. Imagina a situação e as historias.
Corte de Fred, devido à contusão, mexeu com os demais jogadores. O atacante era um dos mais queridos do grupo e já está retornando ao Brasil.
Maradona tem sido a grande estrela desta Copa América, ao lado de Hugo Sanchez, presidente da Venezuela. Na quinta, após a vitória da Argentina contra os Estados unidos, ele voltou a afirmar que foi melhor que Pelé. É um brincalhão!!!!
Continuaremos por aqui até que o Brasil tenha chances na competição. E torcendo para que as condições de uma maneira geral melhorem para todos.





































































































































