Torneio mal criado

Uma das obrigações básicas de quem atua na crônica esportiva – seja em jornal, rádio, televisão, internet ou em que meio de comunicação for – é sempre procurar esclarecer o torcedor. Dizer, por exemplo, que a Copa Sul-Americana de Clubes é importante porque dá uma boa grana para quem a disputa é dizer só meia verdade.

Dizer que, exceto pelo dinheiro, ela é uma competição que tem fim em si mesma, posto que não classifica para nada melhor, é dizer a verdade inteira. Por isso, volto a fazer comparações sobre esse torneio mal criado e a Copa Federação Paulista de Futebol (FPF), competição desprezada por São Paulo e Santos que têm estrutura para manter até mais do que duas equipes competitivas.

A Copa FPF conduz o campeão à Copa do Brasil que conduz o campeão à Copa Libertadores da América que conduz o campeão ao título máximo que um clube pode conquistar: o Mundial, hoje administrado pela Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado).

Já a Copa Sul-Americana termina nela mesma. Não classifica para nada melhor e só serve para sobrecarregar os times que, quando vão bem no campeonato nacional, decidem colocar equipes mistas para jogá-la.

Mesmo sendo hoje um negócio, o futebol não pode ser jogado apenas por dinheiro. Pelo menos não para o torcedor que aprendeu que uma conquista importante sempre antecede outra mais importante.

Mas o pior de tudo é que esse torneio mal criado se aproveita de competições tradicionais da Libertadores para iludir a parte menos informada dos torcedores. Exemplo: vem aí um confronto entre São Paulo e Boca Juniors. É um desgaste desnecessário para essa gostosa rivalidade entre Brasil e Argentina.

Se o São Paulo vencer, em pouco tempo o feito será esquecido. Se perder, melhor para o São Paulo, pois poderá se dedicar ao que realmente importa, ou seja, o Campeonato Brasileiro que poderá conduzi-lo à Libertadores e a mais um Mundial.

Por tudo isso e por me sentir com o dever cumprido, aposto com quem quiser: não teremos mais do que 20 mil pagantes em cada um desses dois confrontos entre brasileiros e argentinos. Ou é isso ou então a parte menos informada dos torcedores terá crescido mais do que eu poderia imaginar.

Mural da Bola
No próximo domingo, o União mais uma vez se despede melancolicamente de uma competição. Pelo terceiro ano consecutivo e em seis campeonatos seguidos, o Leão da 13 ou foi rebaixado ou só lutou para escapar das últimas colocações. Desde que profissionalizou o seu futebol, há mais de 40 anos, esse certamente é o período mais duro vivido pelo alvinegro barbarense.

Reinaldo Brugnerotto afirma para quem quiser ouvir que, enquanto for o presidente, o futebol do União não acaba. Porém, ressalta que se o clube continuar contando apenas com os recursos das últimas temporadas, ninguém deve esperar times melhores do que esses que foram montados em 2006 e 2007. Portanto, se nada mudar, tudo indica que será sempre um sofrimento atrás do outro.

“Tenho Dito”
“Cada um sabe o que tem na sua geladeira.” Jenildo Cavalcanti, técnico do União Barbarense, ao analisar o fraco desempenho da maioria dos jogadores do seu time que disputa a Copa Federação Paulista de Futebol. Ao que tudo indica, poucos atletas do atual elenco merecerão a oportunidade de disputar o Campeonato Paulista em 2008.

Folha 01/02
Troféu Apagão

Para a torcida do Ituano que, até a semana passada, era detentora de nove dos dez jogos com o menores números de pagantes do Campeonato Brasileiro de Futebol da Série B (2ª divisão). A hegemonia da relação só tinha sido quebrada por uma partida que teve o mando do São Caetano. Em média, menos de 400 pessoas assistiram cada jogo do Galo de Itu no Estádio Dr. Novelli Júnior. Deve ser um fato desanimador para dirigentes de um clube que está na principal divisão de acesso do campeonato nacional e na elite do estadual.

Troféu Gol de Placa
Para Michael Robin, técnico do Guarani B. A equipe de Campinas faz excelente campanha na 1ª Fase da Copa Federação Paulista de Futebol e o elenco formado por ele cedeu três jogadores para o time principal. No ano passado, faltou pouco para o União Barbarense acertar uma parceria com o grupo liderado por Michael Robin. Aliás, quando o Guarani jogou em Santa Bárbara, Robin teceu vários elogios ao presidente Reinaldo Brugnerotto e sua diretoria. Por sua vez, Brugnerotto diz que as portas ficaram abertas para Michael Robin que, antes de ir para o Bugre, trabalhou na Inter de Limeira que disputou o Campeonato Paulista da Série A-2 (2ª divisão).