São Paulo ainda está perto da próxima fase da Sul-Americano

O São Paulo ainda está perto da próxima fase da Sul-Americana

Rogerio Ceni 0013 200Em Buenos Aires o São Paulo não foi tão bem, mas mesmo assim o gol de Borges deixou claro que a classificação é possível nesta Copa Sul-Americana.

Alguns jogadores sentiram o peso de atuarem no lendário La Bombonera, porque, para falar a verdade o time do Boca não é isso tudo não. Caiu muito em relação àquele que derrotou o Grêmio na final da Libertadores.

Rogério Ceni (foto) diz que não, mas sem duvida ele está numa das melhores fases da sua carreira. Pegando bolas inacreditáveis e merecendo ir para a seleção.

Aliás, na minha cabeça ele só não vai por birra de Dunga ou de alguém acima do técnico. Lembro muito bem inclusive, que no episódio dos cabelos cortados, Em Rhyad, na Arábia Saudita, houve um certo conflito.

De personalidade forte, Ceni não concordou com a brincadeira, embora fosse um novato na seleção e foi cobrar isso da então comissão técnica encabeçada por Zagallo.

Dunga, ao contrário, era um líder do grupo e querido do treinador e não gostou da atitude do hoje capitão são-paulino.

Quero agora dar uma opinião sobre o polêmico lance do atleta Kerlon, o chamado drible da foca. E não se trata de defesa do infrator, não, já vou adiantando.

Primeiro, se o jogador tem essa habilidade em nenhum momento pode ser reprovado ou atacado. Não é firula, e mesmo que fosse, é legal e faz parte do contexto do futebol.

Segundo: Coelho é verdade, foi duro na bola, com excesso de violência e ponto final. Recebeu o vermelho, se autoprejudicou e prejudicou por conseqüência sua equipe. Só isso.

Não foi um agressão do tamanho do mundo como quiseram vender. De uma hora para outra Coelho virou o jogador mais bandido do futebol brasileiro. Pera aí!! Sem exagero colegas.

Num jogo de futebol acontecem entradas muito mais violentas que a de Coelho que as vezes sequer são punidas pela arbitragem. A dele foi forte e pronto: cartão vermelho.

Pior para mim foram as declarações do zagueiro Luis Alberto do Fluminense, que disse que arregaçaria o Kerlon. Esse sim mostra falta de bom senso e merece uma punição.

Outro assunto polêmico dos últimos dias. A possibilidade de o Corinthians jogar no Palestra Itália algumas partidas do Brasileiro.

Primeiro, gostaria de desejar que as tais obras que fecharão o Pacaembu por algum tempo sejam obras de verdade e ajudem a modernizar o estádio e sua praça esportiva.

Depois, condenar essa idéia, que eu considero estúpida, na melhor das hipóteses.

O torcedor em geral, principalmente o das famigeradas organizadas, é totalmente descuidado em relação à preservação do local onde acontecem os jogos.

Já imaginou o que os torcedores do Corinthians fariam com o patrimônio do Palmeiras.
E não adianta vir com discurso que a polícia está ai para impedir, porque quem freqüenta estádio como eu pelo menos 120 vezes ao ano sabe que isso é mentira.

Qualquer resultado negativo do Corinthians no Palestra Itália seria motivo de quebra-quebra. Isso já acontece no Pacaembu, “casa do Corinthians”.

Segundo, as imediações do estádio do Palmeiras são recheadas de sedes de torcidas do time verde. Lógico, que antes ou depois do jogo, vai rolar briga e briga feia.

Então, bem na boa, vamos deixar de hipocrisia e aceitar o fato que isso é impossível. Corinthians e Palestra Itália trata-se de uma mistura explosiva.

Por falar em estádios, o Canindé há quase um ano continua aberto só para cinco mil pessoas. Quando a direção da Lusa vai se prontificar a terminar as obras exigidas pelo Contru.

Este é um prejuízo adicional ao clube, que briga para subir e tem boas chances na Série B. Sim, porque com a proximidade das rodadas decisivas, o time não poderá ter apoio da torcida, como ocorreu em 2005 quando 20 mil pessoas estiveram nos jogos da fase final contra Santa Cruz, Náutico e Grêmio.

Tô de olho nesta Copa Federação Paulista de Futebol e o Mogi Mirim foi um dos melhores times da primeira fase. O lateral direito Rafinha e o atacante Robinho merecem ser melhor observados por times da Primeira Divisão.

Fecho a coluna desta semana deixando meu sentimento à família do repórter Mário Bala, da Transamérica de São Paulo, que faleceu na madrugada da última quinta feira, aos 25 anos.

Bala, jovem talento da equipe comandada por Eder Luiz, vinha dando seus primeiros passos na reportagem de campo nos últimos, mostrando que tinha um futuro promissor na carreira. Que Deus o receba no seu infinito amor.