Invasão de técnicos sulistas em São Paulo

Invasão de técnicos sulistas em São Paulo

Como já aconteceu no passado, o futebol paulista está sofrendo de uma invasão de técnicos sulistas. Se em outros tempos, por aqui aportaram técnicos como Ênio Andrade, diga-se de bela estirpe, Daltro Menezes, Chiquinho, Ernesto Guedes e Cláudio Duarte, agora o time dos pampas é capitaneado por Mano Menezes, ex-Grêmio e novo comandante do Corinthians.

Os nomes não param aí. Amauri Knevtz, vindo do Paraná vai dirigir o São Caetano, enquanto o novato Gelson Silva, ex-Criciúma, vai continuar no Barueri. Ambos terminaram a temporada nestes clubes. Para não ficar atrás, o empresarial Guaratinguetá resolveu apostar em Guilherme Macuglia, ex-Coritiba, enquanto o Rio Preto mantém as esperanças no trabalho de Luciano Dias, bem ao estilo disciplinador, que colocou o time pela primeira vez na elite do futebol de São Paulo.

A presença de tantos gaúchos reforça uma antiga tese de que existe muita desunião entre os profissionais paulistas. Estas “brigas internas” abrem espaços para a entrada de “forasteiros”. E como sempre, chegam bons e maus profissionais.

No interior, Ponte Preta e Paulista optaram por apoiar ex-jogadores, no caso, Sérgio Guedes e Marcus Vinícius, respectivamente. O Bragantino, que é um “case no interior” manteve os pés no chão e o apoio a Marcelo Veiga, um tosco que funciona bem na terra da lingüiça.

É importante também considerar, a provável ida de Vanderlei Luxemburgo para o Palmeiras. Luxa é competente para treinar e montar times, principalmente para conquistas e títulos. Mas é preciso ter um caixa forte (ser dono de banco é melhor ainda) porque o homem é muito exigente. Ele faz um time forte para ele, sem prensar no futuro do clube, que precisa também revelar jogadores para recuperar as finanças no futuro.

O exemplo é claro: quem Luxemburgo revelou na sua última passagem pelo Santos? Ninguém. E o presidente Marcelo Teixeira, que é dono de uma Universidade, ficou mais pobre. O Santos também.

Na base do amor
Sem recursos e tradição, alguns clubes do Paulistão vão tentar se superar e com bons técnicos. O Rio Claro com Paulo César Catanoce, o Mirassol, com Luís Carlos Martins (foto) e o Sertãozinho com Barbieri. No Guarani, Roberval Davino vai tentar uma façanha: montar um time barato e competente para evitar a volta à Série A-2.

Feijão com arroz
Leonel Martins vai presidir o Guarani pelo próximo triênio. Foi eleito por maioria no último sábado, comprovando a opção de cautela dos sócios. Com o dirigente o Bugre não vai sair tão já da crise e viverá dias de muitas dificuldades. Não adianta ter fama de honesto e não ter competência.

Cavalo em Portugal
Depois de consolidar um importante espaço nos clubes brasileiros, Roberto Cavalo (foto) pode acertar com um clube português. A indicação partiu de Luis Felipe Scolari, o Felipão, que comanda a seleção nacional da “terrinha”.

Rabelo no América-RN
Conhecido no interior paulista, Carlos Rabelo tenta ampliar seu espaço no futebol nordestino. Ele acaba de acertar com o América de Natal. O seu desafio é briga pelo título estadual e formar um time forte para a disputa da Série B do Brasileiro.

* Mande sua opinião para o e-mail: [email protected]

* Esta coluna é publicada toda terça-feira no Jornal Agora, de São Paulo, com distribuição nacional. E também nos seguintes órgãos de comunicação:

Jornais
Diário de Marília
Gazeta Bragantina
Folha de Mirassol
Tribuna de Taquaritinga
Notícia da Manhã, de Catanduva
Folha da Cidade, de Araraquara
Correio de Lins
O Debate, de Santa Cruz do Rio Pardo
O Progresso, de Ituverava
Tribuna de Ribeirão Preto
Correio de Lins

Portais
Valenet.tv (Vale do Paraíba)
Mais Interior (São Carlos)
Araras Virtual