Copa São Paulo: muito mais que um paraíso de empresários
Copa São Paulo. Muito mais que um paraíso de empresários
É muito fácil ouvir nos últimos anos a seguinte declaração: “A Copa São Paulo de Juniores é somente um paraíso para empresários e não serve mais para nada”. Respeito à opinião de qualquer um, mas sou TOTALMENTE CONTRA.
Primeiro temos que parar com esse “discursinho” de que empresários fazem mal ao esporte. Eles são quem movimentam o futebol. O empresário é um profissional que faz um trabalho de corretor, ou de vendedor no português claro.
Será que alguma pessoa já atendeu uma ligação da Sony oferecendo um televisor, ou mesmo um diretor do alto escalão da Brastemp com uma geladeira batendo de porta em porta?
Não….eles precisam de lojas e as lojas de vendedores. A propaganda nada mais é que a imprensa esportiva e as coisas caminham da mesma forma.
No futebol tem amor. Tudo bem, na vida também tem amor. Aquela senhora se diz apaixonado pelo fogão velho e com uma boca quebrada, por que ainda não teve condições de trocá-lo. É obvio que em qualquer setor de atividade as pessoas pensam em coisas boas para si, ainda bem que isso ocorra. É ótimo saber que as pessoas se projetam para uma situação melhor em suas vidas.
Um empresário faz com que os atletas tenham direitos, que se projetem como profissionais e que cresçam em suas carreiras.
É muito bonito a declaração: “ Os empresários fazem com que os atletas não tenham amor aos clubes”. Tudo bem, mas será que os “babacas” que pensam e falam essas coisas acreditam que o clube ama tanto seus ídolos.
Jogadores de antigamente tem problemas até mesmo para entrar em clubes que honraram as camisas por tantos anos. Edmundo, de ídolo maior da torcida em 2007, não é nada para a diretoria em 2008. Nada mesmo, até porquê antes mesmo da chegada de Luxemburgo, seu desafeto, já estava sendo desprezado pelos diretores. E aí, que amor é esse? E Betão? Capitão do Corinthians nos últimos anos, jogador com quatorze anos de história no clube ser tratado como um lixo. É justo? Não , não é justo não. Se Betão tivesse um grande empresário já teria saído do clube e não teria nem visto tudo o que aconteceu de ruim no Parque São Jorge, até por que todos nós sabemos que ele é um bom jogador, mas recebeu de pessoas incompetentes o rotulo de perdedor para tapar sacanagens bem maiores que não o competem. Esse é o futebol. E aí, agora os empresários não são bons.
Se a pessoa trabalha tem que receber e outra coisa que poucos comentam é que empresários investem nos atletas. Se o empresário der um carro popular para o pai do garoto assinar contrato com ele e anos depois vende por milhões, assim como qualquer investidor, o negócio deu certo, mas o que pouco se comenta é que muito mais carros populares se perdem pelo Brasil sem que o garoto consiga sequer uma chance em uma equipe profissional. É fácil criticar quando se vê alguém vencendo, mas quem irá se preocupar com atletas e empresários que ficam a mercê de diretores desonestos e corruptos.
Evidentemente em qualquer área de atividade existem os bons e os maus profissionais. Médicos, políticos, policiais, jornalistas e tantas outras profissões, mas são levianas tantas criticas aos empresários.
Será que a família do Ronaldo Fenômeno é contra empresários que o tiraram do Cruzeiro e o levaram para a Europa para que se tornasse o melhor do mundo. E não indo tão longe. Falo do atacante Jô, que com a impaciente torcida corintiana estava condenado a quase encerrar sua carreira, mas EMPRESÀRIOS o levaram para a Rússia, onde se tornou ídolo e pasmem, chegou a seleção brasileira. E aí? E quando empresários chegam nas equipes, investem, compram atletas e dão salários altos e ainda ouvem “Só estão aqui por dinheiro”. Tudo bem, mas pelo menos estão. E se querem ganhar dinheiro, investem por isso. E tantos diretores desse Brasil a fora, incluindo as capitais que nunca tiraram um real do bolso pelo clube e enriquecem a cada dia mais.
Temos que pensar nisso e acreditar no Homem e não em um estereotipo canalha criado para manipular cabeças. Se a pessoa é ruim, é por sua índole e não por sua atividade, da mesma forma que existe tantos diretores sérios que sofrem e se desgastam até mesmo suas posses particulares em prol de um amor por uma agremiação.
Viva a Copa São Paulo. Viva o futuro do esporte e Viva a seriedade daqueles que o fazem.





































































































































